TÓQUIO- diário de viagem

NOVEMBRO 2014

Daqui fala IROKUMATA & IROKUSAICARU, agora sim chegamos à cidade do futuro! A "Queen of the skies" trouxe-nos, não uma horas em diante mas, para o ano de 2044.
Chegamos às 13h ao aeroporto mas só chegamos ao hotel às 15h depois de descobrir que o monocarril além de andar para a frente, também anda para trás e nós como pacóvios (ninguém nos avisou em inglês!) nao trocamos de comboio e então... Andamos tudo para trás de volta ao aeroporto de Haneda e tivemos de ir até ao final da linha e depois de perguntarmos a uns fujimotos o que tinhamos de fazer, lá continuamos sentados para voltar à maldita estação :)
O monorail é o meio de transporte que se desloca no patamar mais acima de Tóquio mas há uma série de níveis ao longo das ruas, nomeadamente para carros, outras linhas de comboio e ainda de metro, para além das pedonais. Os predios sao estreitos e com um pé direito baixo. De certa forma parecem de brincar e não edificios verdadeiros onde mora e trabalha gente. Eu sou uma autêntica estaca aqui para estes lados. Entre eles encontramos modernos arranha-céus e edificios antigos, habitualmente restaurantes.
Chegamos finalmente ao nosso hotel depois de na rua nos perguntarem se precisavamos de ajuda (as pessoas além de serem muito simpáticas têm muito gosto em ajudar sacando logo dos smartphone ou caminhando até aos sítios). Depois de pousar os sacos decidimos explorar o bairro em volta: Akihabara.
Este bairro é conhecido pelo umiverso Geek e Manga. Há salões de jogos e espectáculos com meninas bem vestidas de mini-saia com estilo de empregada francesa e muito mais, embora fosse o fetiche dominante. As ruas estao cheias de reclamos luminosos e ecrãs gigantes ao mesmo tempo que circula uma multidao de pessoas vestidas quase de igual (homens fato escuro, gravata e óculos de massa e mulheres de tailleur escuro e camisa). O negócio dominante na zona são as salas de jogos exuberantes com máquinas com um gancho para capturar bonecos manga e videojogos. Encontramos edifícios inteiros dedicados à Sega e outros de marcas que não conhecemos. Encontram-se aqui também casas de venda de profutos eléctricos e electrónica em segunda mão, rodeados por restaurantes e bares Manga onde se pode comer um panado tipico daqui com a forma da Hello Kitty, por exemplo.
Entretanto deu-nos uma fome imensa (18h aqui) e demos com um restaurante de sushi do outro mundo, com um estilo bem tradicional. Comer sem sapatos já é uma experiencia interessante mas quando a comida chegou... Ainda melhor! O sushi era magnifico mas ficamos boquiabertos e intrigados com as bolas de polvo que tinham uma cobertura que se mexia.
Ainda nao sabemos o que aquilo era, inicialmente parecia pele de cebola mas sabia a peixe... Weird! Mas foi todo! Comemos até rebentar e no fim a conta total deu 15€/pessoa...
Nada mal! Tamos safos por aqui!
Ainda surprendente foi o WC, em que mal abri a porta a tampa da sanita (aquecida) subiu e ligou uma luz LED para iluminar o assunto e tinha um comando com ecra digital para digitar as funções (nao consigo imaginar o que mais pode uma sanita fazer...!)
A seguir decidimos ir comprar um acessorio de mergulho para a Gopro e entramos num centro comercial gigante de electronica. Meca para os Geeks!
Junto à porta de entrada encontramos mais uma novidade aqui para os provincianos: uma máquina para ensacar o guarda-chuva para nao molhar o chao do centro comercial! Muito útil! Pelo menos aqui nao precisamos de tirar os sapatos. Havia de tudo mas o cansaço já nao permitiu mais do que comprar o acessório. À saída vimos que os taxis, tal como em Hong Kong e Macau, tinham a porta de taxi automática e não me lembro para já de nada mais de novo.
Isto foram as primeiras 4h em Tokyo no ano de 2044! Ainda só conhecemos uma pontinha do mapa, aliás, só nos deslocamos a pé, nem usamos o metro!
Imagino o que vem aí...
MATA NE!! (Até já!!)

O dia de hoje foi encomendado ao São Pedro! Esteve um sol brutal, que permitiu ver tudo com outros olhos. Saímos do hotel e de pequeno almoço comemos os mushis, umas bolas de pão branco com carne estufada dentro. Muito bom! Fomos em direção ao Meeji Shrine, o imperial palace, mas batemos com o nariz na porta (1a foto), está fechado às sextas!

Voltamos para trás e fomos para o fish market... Bem, aqui vimos coisas espantosas! Primeiro, o mercado é GIGANTE!!! Parecia que nunca mais acabava! Corredores super longos que se repetiam até perder de vista. Nuns havia peixe e marisco vivo, noutros peixes ENORMES, noutros peixes congelados, noutros só marisco e noutros peixes e mariscos já preparados! Foi a perdição! (10 fotos) Fomos almoçar fora do mercado, nuns restaurantes onde se come ao balcão, 15 pessoas no máximo. Uma fila gigante lá fora, ao sol, com alguns artistas a tentarem meter-se à frente! Pedimos o menu 14 que vinha com sashimi de atum e de salmão (oishii = delicioso) e uma pasta de atum maravilhosa, por cima de arroz com algas nori fatiadas! Acompanhava com miso soup, umas amêijoas micro e um copo de café! 15€ cada um. :)

Saímos e fomos para roppongi hills, um shopping de luxo com um roppongi hills club (ginásio privado), lojas de marca, um observatory deck, design no seu extremo máximo e lojas fora do vulgar. Foi aqui que vimos lojas de animais que respiravam design! Numa loja vendiam gatos a 4.000€ cada um. Pedimos para pegar num que era igual à Mafaldinha quando era bebé e tinha um pêlo super sedoso! Tivemos de desinfectar as mãos antes de pegar no gatinho... Ju, ias adorar estas lojas!!! Numa delas as paredes tinham frisos e gessos em todo o lado, com candeeiros de cristal, candelabros e dourados por todo o lado! A Zara? Coleção igual à de Braga! Lol!

Fomos a seguir para Shibuya onde andamos imenso. Ficamos parvos com o fenômeno inexplicável da passadeira! Junta-se tanta gente para passar que não se entende como é possível, até porque é só ali! Nas outras passadeiras é normal (normal para ca, claro!).

Vimos lojas de roupa vintage, manga shops, restaurantes com muito bom aspecto, edifícios altos, arranha-céus, edifícios estreitos e baixos, ruas com imensa informação... Andamos km hoje! One little problem: só 5% da população fala inglês... Um problema maior? Os que falam das duas uma: ou não falam na mesma e tentam ajudar mas não se percebe nada (green line dizem guelin line, ou soccer dizem saco) ou então ficam a olhar para ti tipo "WTF?!" E fica aquele silêncio constrangedor que não sabes o que dizer ou fazer... Dizes "Arigato!", fazes uma vénia e vens embora... É o caos instalado!

Toda a pesquisa de restaurantes e lojas que fiz antes de vir para ca não me serviu de nada! Não encontramos sítio nenhum! Aliás, as pessoas que ainda nos tentaram ajudar e que foram bem sucedidas, as próprias tiveram de ir ao gps do tlm delas porque elas não sabiam onde eram as coisas... Ora, se nem eles sabem, como havemos de saber nós?!?!

Para o jantar fomos a um restaurante de nigiris (arroz com peixe por cima) que tinha uma espécie de passadeira rolante em cima do balcão onde o sushiman colocava os nossos pedidos. Comemos 30 peças os dois por 14€!

Agora são 21h e o Di já está aterradissimo a dormir e eu quase não consigo manter os olhos abertos...

MATA NE!!

Nao temos dúvida em eleger Tokyo como a melhor grande cidade em que alguma vez estivemos. Há imensas coisas que jogam a seu favor: é uma cidade gigante (35milhoes de pessoas com os arredores) mas apesar disso é muitíssimo limpa, organizada, com gente muito regrada, simpática e extremamente prestavel e amável, na qual é possivel comer comida extremamente saudável e de altíssima qualidade a um preço mesmo muito acessivel, com um sistema de transportes publicos perfeitos e acessível, não é uma única cidade mas sim um conjunto de grandes bairros com as suas particularidades e imensas coisas diferentes para serem disfrutadas, um local tecnologicamente surpreendente e onde somos sempre tratados de forma cordial e simpatica por todos, é uma cidade extremamente segura e por fim um local cheio de tradições com um "way of life" e rituais muito próprios. Um detalhe que me encanta em tóquio são os uniformes dos policias e outros agentes de autoridade, de trabalhores do metro, das escolas, etc., e também do facto de no meio de toda esta tecnologia vermos diversas pessoas com kimono e com os sapatos tradicionais de madeira. Outro detalhe de Tokyo são os automóveis que parecem de brincar, para nao falar nas abulâncias e nos helicoptero. Posto isto, na minha opinião, Tokyo parece uma cidade Playmobil real. Nao consigo arranjar melhores palavras para a descrever!Relativamete ao clima, a cidade cria um envolvimento de tal modo e com algo novo a cada esquina que até nos esquecemos se está bom ou mau tempo. Aqui o clima nao é importante, embora tenha notado que é um clima muito parecido com Portugal, apenas um nadita mais húmido, mas todos os edificios sao muito bem climatizados. A melhor forma de conhecer Tokyo é com os locais, caso contrário, os detalhes passam ao lado. Apesar de se comer bem em qualquer lado, só os locais nos sabem levar aos melhores sítios.Em relação a trabalho, aqui, ao contrário de Hong Kong (por exemplo), é possível tirar 3 semanas de férias por ano e é muito fácil encontrar emprego. No entanto a dedicação ao trabalho é bem acima do padrão europeu.Em Tokyo "Work hard, play harder"!

MATA NE!!

Hoje foi o melhor dia até agora! Sem dúvida que andar com locais é a melhor coisa a fazer. Temos tanta coisa para vos contar que nem sabemos por onde começar!
O dia começou um pouco incerto, pelo tempo chuvoso e porque ficamos de ir ter com a Masako Sakosako as 12h e, como o Di acordou as 9h, não sabíamos muito bem o que fazer até essa hora porque não tínhamos muito tempo. (andar de metro aqui leva o seu tempo!)
Optamos por ir ao Imperial Palace (longe pra xuxu do sítio onde íamos ter com a Masako Sakosako, e andamos, andamos, andamos e não vimos nada de especial... Uma seca! Eram só jardins, pedras e árvores! Pensamos que íamos ver templos, mas nada disso!
Fomos ter com a Masako Sakosako (adoro dizer o nome dela!) a Taito-ku para ver o Templo Sensoji, onde o nosso dia começou com a compra do meu KIMONO!!!! É lindo!!! Azul escuro por fora e vermelho e roxo por dentro, com um obi (cinto largo) em tons de vermelho, preto, amarelo, dourado e rosa! Maravilhoso!!!
Fomos passear para um mercado no meio de templos, cheio de stands com souvenirs, roupa e comida. A Masako ia aconselhando-nos quais eram as melhores coisas para provarmos e comemos coisas óptimas, entre as quais língua cozida, salpicada com sal grosso e depois grelhada em carvão, bolas de frango, bolachas de arroz e uns doces tradicionais!
Ali no meio daquela confusão toda, iam aparecendo tectos vermelhos, com pilares pretos e figuras douradas. Fomos a um templo xandoista e ela explicou-nos os passos todos: antes de subir as escadas lavam-se as mãos, de seguida vamos "respirar" um fumo purificante (dizem eles...) e a seguir sobem-se as escadas, dá-se uma moeda aos deuses (aka monges), reza-se e faz-se uma vénia. Tudo isto ca fora ainda! Lá dentro há um sítio para velas, um sítio para tirarmos um papel com a nossa sina e outro para atar o papel da sina se não gostares do que leste! Lol! Classic! Supostamente serve para a sina ficar lá presa e não vir atrás de ti... (Really?!)
Fomos ter com a outra nossa conhecida, a Tomoko, para almoçar num restaurante de locais onde comemos soba noodles soup. Sentados no chão, pernas à chinês (neste caso à japonês!) e a desfrutarmos de um ambiente único, que nunca teríamos descoberto se estivéssemos sozinhos... A empregada ainda deu uma sapatada na mão do Di quando ele tentou ajudar a passar os pratos... "Nada disso pá! Aqui quem trabalha, gets paid!" Quase fomos expulsos pela senhora porque já estávamos há muito tempo lá dentro e haviam pessoas lá fora que queriam comer... Lol!!!
Fomos para shinjuku-ku, o bairro com o maior número de anúncios néon nas fachadas que possam imaginar!
Levaram-nos a uma loja de eletronicos e compramos um carregador para iPhone portátil.
Fomos a lojas manga e lojas onde vendem disfarces e muito mais!
Fomos a Pericura (lê-se película, mas... eles não dizem os "r") e tiramos 4 fotos de grupo onde depois era possível editar tudo, desde por os olhos maiores, as pestanas compridas, a pele sedosa, blush, etc! Tenho a dizer que o Di foi o mais fotogenico!!! Vejam as fotos! Foi a experiência mais hilariante de sempre! Dentro da cabine, vão sugerindo poses e caras para parecermos mais "manga"! BRUTAAAAAL!!!
Fomos jantar e aqui foi a aventura máxima! Comemos sashimi de fugu e fugu frito, testículos de peixe (curiosamente ou não, o melhor de tudo!), sashimi de cavalo e de baleia, ouriços do mar, búzios, toro (a melhor parte do atum) e um molusco que mostramos nas fotos do mercado de peixe que custava 70€/100 gr.
Bebemos sake doce e outro tipo de sake que já não sei pronunciar.
A seguir fomos cantar karaoke! :) Na penthouse, numa sala só para nós os 4, nós cantamos Frank Sinatra, U2, Johny Cash, Madonna, Michael Jackson e outros americanos/ingleses enquanto elas só cantaram músicas japonesas como a Sailor Moon, com as personagens manga todas a dançar e a fazer coreografias transformer's style!
1h depois saímos e as nossas parceiras de crime mafiosas foram para casa porque moram fora de Tokyo e o ultimo comboio era as 23h.
Nós ainda fomos comer um pratinho de sashimi com arroz e algas e neste preciso momento vamos a caminho do hotel para vos contarmos o nosso dia maravilhoso e mostrarmos as nossas estimadas fotos!
MATA NE
!!

Acordamos muito tarde e sentimos que não aproveitamos o dia como deveríamos. Eu acho sempre que dormir é um desperdício, principalmente numa cidade onde há TAAAANTO para fazer!Saímos do hotel e fomos para Meiji Shrine e Yoyogi park, onde lemos que era o spot a ir para ver a vida japonesa, aos domingos. O Shrine estava repleto de gueishas e japonesas a casar. Ficamos a perceber que aqui os vestidos de noiva são lindíssimos! Tipo os de gueisha mas brancos, todos cheios de detalhes, do mais "ricos" que possam imaginar! Só para tirarem uma foto, demoram uma eternidade a arranjar o vestido de noiva, a dar as "ordens" e posições correctas aos noivos para que a foto saia perfeita! Todos os detalhes contam!! Arranjaram o vestido à "pobre" noiva umas vinte vezes, para ajeitar os panos, esticar o vestido e por as mangas com o cair no ângulo certo... Depois dizem para virar a cabeça assim e assado, baixar ou levantar o queixo, rodar a testa para não sei onde, o noivo tem de ter as mãos no sítio exacto e não podem sorrir! Se conseguirem imaginar as fotos antigas dos samurais, no meio das árvores, com as guardas de madeira atrás e aquele nevoeiro típico da humidade da montanha, vão ter uma ideia. A minha foto não ficou grande coisa para todo o aparato que vi! Mas tentei...

Tiramos imensas fotos às gueishas e até as meninas pequeninas andavam vestidas a rigor. Foi giríssimo! Ainda tentei perguntar quanto custava uma japonesinha pequenina daquelas mas eles não entenderam e não aceitaram a minha oferta... :) Saímos do parque e fomos comer o famoso ramen (diz-se lamen, óbvio!) e comemos muito bem! Ramen (aka lamen) são noodles com carne de porco, cebolinho, ovo cozido, alho e ovas de peixe super picantes tudo metido numa água com miso (miso, não mijo!!!!) e soja, servido com uma folha de alga (nori). Excelente! Bebemos água gelada para cortar o picante das ovas e o escaldar da sopa. (Temos bebido sempre chás com lama, aos quais eles chamam de chá verde!)

Quando acabamos de almoçar não sabíamos muito bem o que fazer... Não que já tivéssemos feito tudo o que tínhamos para fazer ou que não houvesse nada de interessante, mas certas coisas têm de ser feitas na hora certa. Por exemplo, como está mau tempo não adianta ir à ao skytree ver tokyo do céu, porque não se ia ver nada e aos domingos dizem que se apanham filas enormes. Queríamos ir ao bairro sugamo, onde os mais velhos (+80 anos) vão para se divertirem, mas no fim de almoço não ia estar lá ninguém, teria de ser à noite. Queríamos ir a shimbashi para jantar, mas tínhamos acabado de almoçar... Então, decidimos que era melhor arriscar e irmos a Tokyo Dome, um parque de diversões com montanha russa, roda gigante, carrossel e diversões aquáticas para crianças e adultos.Chegamos e a primeira vista que tivemos foi a de uma cúpula branca, tipo carapaça de tartaruga, que esconde a arena dos concertos e espetáculos. Olhamos para a esquerda e vimos a montanha russa gigante que sobe até ao topo do edifício que está ao lado, passa por cima dele e atravessa a fachada do prédio! Uma loucura! Começa com uma queda absurda, passa através da fachada e termina com 1 looping. Parece pouco, mas os gritos eram muitos. Não fomos! :) Aqui descobrimos que ia haver um concerto dos "One Direction" japoneses e sem dúvida que a melhor opção foi ter ido para lá porque as miúdas, para além de histéricas, estavam todas produzidas/arranjadas/mascaradas!

Tiramos fotos geniais! Aqui já todas queriam tirar fotos connosco e aconteceram cenas giríssimas de, por exemplo, me darem um cartaz para a mão com a foto do vocalista para eu dar um beijinho na imagem! Lol!

Lá as vimos entrar para o concerto e fomos andar na roda gigante. Já era quase noite e os vidros eram fumados, não deu para ver grande coisa, mas foi engraçado.Quando acabou estava outra boys band japonesa a dar autógrafos e mais uma vez só se ouviam as miúdas a gritar o que eu calculo que fosse "Fujicago!!! Eu amo-te!!!"Vimos um restaurante de Sushi onde as pessoas se sentam ao balcão e através de um iPad pedem a comida que é entregue num shinkansen (comboio de alta velocidade japonês). Este sai da cozinha, atravessa os lugares e pára no nosso lugar com a comida que pedimos. GENIAL!!! Vejam as fotos e os vídeos!

Depois demos 2 tiros furados que nos cansaram de morte porque nos obrigou a caminhar demasiado para nada. 1o - Fomos ver o entretenimento dos velhotes, mas chegamos lá e as ruas estavam vazias

2o - fomos a shimbashi para jantar e ver discotecas mas também estava deserto... Domingo à noite, presumimos nós!Viemos para o hotel onde estamos agora (21h30) prontos para nanar porque amanha levantamo-nos cedo para irmos ao skytree ver tokyo do céu.


PS: não usei o kimono porque me faltam dados de como se põe o obi (cinto)... :( Vou ter de estudar bem (ou pedir a alguém para me ensinar) para o usar em kyoto!

MATA NE!!

Hoje foi dia de acordar cedo! Queríamos aproveitar bem a nossa ultima manha em Tokyo. Mal acordamos fomos logo a correr para Tokyo SkyTree! O mais alto edifício do Japão e um dos mais altos do mundo. Lá tivemos uma vista fantástica de 360 graus da cidade. Os japoneses são sem dúvida um povo de regras! Em todo o lado têm indicações do caminho a seguir, setas no chão, nas paredes, nos pilares... Há elevadores que só sobem e escadas rolantes para descer e sentidos obrigatórios e proibidos para os peões! Inacreditável!
Quando chegamos ao SkyTree, vimos que se pagava cerca de 15€ por pessoa, mas só se podia ir até ao 4o piso... Para irmos até à ultima plataforma tínhamos de pagar mais cerca de 9€! Atenção, quando dizemos 4o piso, queremos dizer que estamos a 360 metros de altitude! Achamos que chegava!
Subimos num elevador xpto que andava a 600metros por minuto! Quando chegamos lá cima tivemos de imediato uma vista magnífica para o Fuji-San. Brutal! Até pusemos em causa se íamos ou não para Fujiyoshida para o ver mais perto (a previsão para lá é chuva!). Por outro lado, não é só o Fuji que vamos ver, mas também a zona campestre, as aldeias, as árvores com as folhas de várias cores, os lagos, rios e riachos. Vale a pena!
Quando acabamos de ver tudo fomos para o metro para ir para a estação de autocarros que ficava do outro lado da cidade! Demoramos quase 1h a atravessar a cidade de metro... Do SkyTree ficamos com a certeza que esta cidade é, sem sombra de dúvidas, GIGANTE!!
No metro vimos a japonesa mais bonita de Tokyo! E ela estava sempre a olhar para o Diogo que ficou todo contente por saber que ela estava interessada. Era mesmo muito bonita! Ainda tirei uma foto aos dois lado a lado no metro, mas não se vê grande coisa... Bastava o Di olhar para o lado que ela olhava logo para ele! :) Saiu na mesma estação que nós e ao descer as escadas olhou de novo, em modo de despedida. A barba faz milagres! (Não vimos um único japonês com barba)
Lá apanhamos o autocarro para Fujiyoshida e só 1h depois a andar de autocarro é que saímos da cidade!! Começamos a ver montanhas, casas mais pequenas e árvores de várias cores. Lindo!
À chegada existe uma montanha-russa que tenho de convencer o Di a andar nela! Deve ser provavelmente a maior que eu já vi!
O único problema é que o nosso hotel fica mais perto do monte Fuji, fora da vila principal (Fujiyoshida), estamos agora em Oshino. Como não sabíamos onde era, tivemos de vir de taxi, que é caro para xuxu! Pagamos 21€ para andar cerca de 8km... À chegada descobrimos que podíamos ter vindo de autocarro!
Já estivemos a explorar a vila e não há aqui nada para ver ou fazer, a não ser olhar para as árvores... Seca!
Só queremos que amanha esteja bom tempo logo de manha para conseguirmos ver o Fuji-San!

MATA NE!!

Vindos directamente de 2044, o autocarro que apanhamos no moderníssimo bairro de Shinjuku transportou-nos de volta ao ano de... 1994! Ou melhor, o autocarro levou-nos até à estação de Fujiyoshida, uma pequena vila mas com algum (pouco) movimento, lojas e restaurantes. O taxi é que foi a verdadeira máquina do tempo... Depois de nos afastarmos cada vez mais e mais do centro deixou-nos no nosso "hotel", uma casa dos anos 80-90 ao estilo tradicional "Ryokan". Quando entramos lá tinhamos uma japonesa que nao falava minimamente ingles a dizer-nos para descalçarmos os sapatos à entrada e calçarmos mais uns belos chinelinhos brancos! Depois levou-nos até ao quarto e entre gestos lá nos explicou onde era a casa de banho e... Desapareceu... Queriamos perguntar como acedíamos à internet, onde se jantava, se se podia fechar as janelas e portas todas abertas para arejar quando la fora estavam no máximo uns 12 graus e uma humidade que fazia entrar o frio pelos ossos... Nada! Ainda a chamamos mas ninguem apareceu. Ainda por cima reparamos que eramos os unicos hóspedes neste ryocan de cerca de 14 quartos. Boa introduçao ao Japão Rural! Um Ryokan é uma casa traicional japonesa com pequenos quartos com o chão em palhinha com uma pequena mesa no centro. À hora de ir dormir a mesa é arrastada para o lado e sao colocados colchões em cima deste chão para dormir. Foi logo aqui que começamos a reparar que deviamos ter ficado em Kawaguchi-ko, onde ficavam as típicas casas de montanha com lojas e restaurantes e a gigante motanha russa que tinhamos ouvido falar em Tokyo. Foi a vila onde sairam todas as pessoas do autocarro, deixando-nos praticamente sozinhos para irmos até à estação do Mt. Fuji, no sopé da grande montanha. Aquela hora o céu estava nublado e nao dava para perceber que estava mesmo ali ao nosso lado... Depois de pousarmos a mala e ligarmos o estranho aquecedor do quarto, decidimos dar uma volta e conhcermos as redondezas e irmos almoçar (eram 14:30). Lá caminhamos, caminhamos e ... nada. Só casas e nenhum restaurante, quando ao longe vimos uns autocarros e pensamos que era uma estaçao de camionagem e ao lado um pequeno supermercado. Pensei logo que pelo menos já não passavamos fome. Mas aquilo nao era uma estaçao de camionagem mas sim o local onde paravam os autocarros de turistas que vinham de Tokyo passar o dia e o supermercado era muito limitado na escolha. Aí apercebemo-nos logo que uma boa percentagem dos turistas era chinês, estridentes e a tossir para todos os lados para espalhar a gripe das aves! Eu imagino o que os japoneses, todos hipocondríacos com as máscaras e os chinelos que se mudam até para ir ao WC, pensam dos chineses! Decidimos perguntar onde eram os restaurantes mas ninguem falava ingles, até que avistamos um casal de ocidentais que nos disse onde era o centro da aldeia. Aí ganhamos nova esperança, o erro era nosso de certeza, nós é que ainda não tínhamos encontrado o local central onde tudo se passava. E por momentos, depois de uma pequena caminhada, mantivemos essa ilusão já que encontramos umas lojinhas e 2 ou 3 restaurantes mas que estavam fechados. Pensamos logo que mais tarde abririam para o jantar e que estavamos safos. O centro da aldeia era bem interessante, com uns riachos e lagos cheios de enormes peixes gato e jardins tradicionais japoneses, algumas casas antigas (uma raridade no japão já que gostam de demolir tudo para construir novo), um moinho... Muito bonito! Pelo caminho ainda encontramos algumas bancas tradicionais a vender cogumelos e algumas coisas estranhas mas o que me chamou mais a atencão foi uma máquina a vapor de assar castanhas, muito estranha mas eficiente porque era rápida! Entretando demos a volta toda à vila e nao tinhamos mais nenhum restaurante para comer e decidimos parar num "7eleven" (minimercado) para comprarmos alguma coisa para comer. Em seguida demos a volta ao perimetro e ja estavamos de novo no Ryokan para nosso desgosto. Decidimos entao voltar ao hotel que continuava totalmente deserto e sem ninguem no seu interior. Depois de descobrirmos um hotspot para nos conectarmos ao mundo lá passamos uns momentos até decidirmos ir jantar. Entretanto apareceu uma japonesa simpatica que nao falava ponta de ingles mas que nos trouxe um chá de "lama verde" e uns bolinhos e... Desapareceu! Isto parece meio assombrado, então quando se ouvem os corvos lá fora... ;) Eram 17:30 da tarde, o sol ja se tinha posto e saimos novamente do hotel em direccao ao centro. Estava um frio de rachar e desejamos o Palau fortemente! Depois de uma breve caminhada chegamos ao centro e... Nada! Tudo fechado! Tudo escuro... Nao havia nenhum sítio nas redondezas onde pudessemos ingerir qualquer coisa e ficamos preocupados. A Fi decidiu perguntar numa loja que estava a fechar onde se podia comer e apareceu um rapaz japonês (que falava ingles!) que nos disse que nao havia nada mas que ia connosco ao supermercado. Nos ficamos muito contente por o encontrarmos e ele a nós porque tinha ido para ali para traduzir ingles para japones numa loja e só havia turistas chineses e japoneses pelo que nao treinava o seu (fraco) ingles.

Depois de uma boa caminhada parou uma simpatica senhora que conhecia o rapaz e que nos levou a todos de carro ate ao longinquo super. Avistar todas aquelas luzes foi excelente e uma lufada de ar fresco. Estavamos mesmo safos!! Compramos montes de sushi e comida para o pequeno almoço. Depois de tudo pago, la voltamos à estrada principal para voltarmos para o hotel, sempre com o nosso novo amigo que fez questao de nos acompanhar. Eles sao genuinamente prestáveis e educados. Ainda não conheciamos um povo assim. No caminho vimos uma carrinha de caixa aberta com uma cobertura e um equipamento a vapor em cima que deitava vapor por uma pequena chaminé: era um assador industrial de batata doce e que parava nas casas a vender. Incrível! Só visto!! 

Despedimo-nos do nosso prestavel amigo e voltamos ao hotel onde nos enfiamos no nosso quarto bem quentinho a jantar sushi e a ver televisao japonesa.  Com toda esta agitação, deitamo-nos às 20h

MATA NE!!

IROKUMATA & IROKUSAICARU

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