TIMOR LOROSAE - links úteis

TIMOR LORO-SAE - dicas

HOTEL TIMOR LESTE:

Casa do Sândalo, 49€ sem PA.

TIMOR LESTE - FORMAS DE DESLOCAÇÃO:

- nós alugamos carro para estarmos mais independentes e conseguirmos explorar a ilha, mas Timor tem estradas em condições intransitáveis, o que torna difícil conduzir pelo país, infelizmente... Com as chuvas, as estradas simplesmente desaparecem, deixando apenas um buraco maior do que o carro onde estávamos, obrigando-nos a voltar para trás.

TIMOR LESTE - ONDE COMER:

- todos os sítios onde fomos comer, não resultaram em nenhum estrago intestinal, no entanto, tentamos sempre consultar a net para nos orientarmos pelos melhores resurantes (preço/quallidade).

- Tito's

- Nha casa

- Caz bar

- Gloria Jean's (pequeno almoço)

- Trattoria & Pizzeria Valentino

- Osteria italiana

- Letefoho Speciality coffee roaster

DICAS E PONTOS DE INTERESSE EM TIMOR LESTE:

- O Cristo-rei

- Praia de areia branca

- Praia dos professores

- cemitério de Santa Cruz (massacre dos soldados indonésios contra os independentistas timorenses - 1991)

- mercado de tais

- mercado de peixe (e fruta)

- Palácio do governo

- Letefoho Speciality coffee roaster

- o luxuoso, imponente e desmedido Ministério das Finanças de Dili, rodeado de bairro de lata

- tentar explorar a ilha, de preferência em dias antes das chuvas (se for possível prever, claro!)

LINKS:

CASA DO SÂNDALO DILI

TIMOR LOROSAE - diário de viagem

NOVEMBRO 2018

Viagens a destinos isolados tem sido a nossa praia nos últimos (10) anos. Mais do que um destino de férias, o que nos apela é o desafio da descoberta de pontos idílicos e a genuinidade do local. Mas isso tem um preço. Há dias dificeis e negativos ao longo da viagem, ao contrário do destino comum.


Timor é logo à partida um desses destinos, embora nao pensassemos que seria tão subdesenvolvido. O apelo por Timor Leste veio com a História recente, a ligação a Portugal e a possibilidade de alugarmos um carro para ir explorando praias e locais. As expectativas são sempre o principal problema...


Chegamos ao minúsculo aeroporto de Dili no dia 14 de Março de 2018 e aterramos numa pista que vista de perto parece ser um enorme desafio para o piloto dado o curto tamanho da mesma, terminando no mar. O entusiasmo era enorme com a chegada de todos no avião, muitos deles trabalhadores que aproveitavam o passaporte Português para ganhar um bom dinheiro livremente em Inglaterra apesar de mal falarem a lingua. Nós também nos entusiasmamos logo com os letreiros na nossa língua mãe a dar-nos as boas vindas e com o escutar da língua de Camões, uns melhor outros pior, visto o analfabetismo ser superior a 50% da ilha e do Português ser uma das duas línguas oficiais.
O dia começou bem cedo no paraíso de Canggu mas com 3 horas de sono e sinais de uma gastroenterite. Não tinha saudades destas frequentes passagens que assombram as minhas visitas a estes locais mais isolados. Não pensei que Bali, com níveis de qualidade perto do standard europeu, me fosse trair desta forma com aquele Banana Lassi em Ubud, sem gelo.


Depois de pedir um Uber e do condutor me dizer que queria 200.000 rupias em vez dos 80.000 rupias marcadas na aplicação, acabamos por ter que ir pelo Hotel a 250.000 Rps (15€). Apesar de ser mais caro fico mais contente com este pagamento do que em alimentar estes taxistas/uberistas corruptos. Fiz a minha reclamação na Uber e segui caminho prostrado dentro do taxi a tentar nao vomitar até ao aeroporto. Felizmente, a viagem que no sentido contrário demorou 1h45m, deu-se o milagre de demorar apenas 45m devido ao facto de ser cedo e nao haver transito. O trânsito em Bali é simplesmente horrível. O único problema para já que vi num dos destinos que se revelou ser um dos melhores de sempre! 


Chegado ao aeroporto, nao resisti e fui fazer continência ao Capitão e virei todo um barco com sons estridentes que só o monstro do vómito desperta em mim. Todos cá fora devem ter ficado preocupados, mas levantei a cabeça e saí mais bem disposto.
Para juntar a esta gastroenterite, à chegada a Dili, apanhamos um taxi amarelo que, ao contrario de todos os outros, nos pediam apenas 5 dolares (valor que tinhamos como referencia para o centro da cidade) e já bem caro comparado com o standard de Bali. 
Tentarmos fugir ao sistema foi um erro..


apanhamos um taxista com um atraso mental e altamente agressivo. Mal falava português ou inglês e deliberadamente se enganou apesar de ser local e de se fazer de parvo com a aplicação de GPS que dispunhamos. Começou aos murros como um orangutango no volante e olhou-me super agressivo a dizer que 5 dolares nao! Eu mantive a calma e fixei o olhar na Filipa que ficou cheia de medo e depois nele. Depois de ele voltar ao caminho fui eu que comecei a mostrar posição de força  para ele não achar que nos metia medo e nao fazer o queria. Ele pediu desculpa, como bipolar que provavelmente era e decidimos nao sair logo ali, até para nao alimentar uma possivel cena drástica no meio do nada, até que nem sequer dinheiro trocado tinha para lhe dar. O meu plano foi ir até ao Hotel e lá entrar e destrocar a minha nota de 20 dolares para lhe dar os 5, já protegido pelos seguranças. No caminho até ao hotel olhei para tudo à minha volta para ver como me podia valer em caso de agressão e olhei para o pequeno extintor junto ao meu braço esquerdo e que nos podia valer numa situação limite. A Filipa tremia no banco de trás.


Quando entramos dentro do portão do Hotel, iniciei o meu plano e o proprietario estava no interior e destrocou-me a nota.

Quando cheguei la fora, ele tinha entrado dentro do pátio e quando lhe dei a nota, a besta olhou para mim com um ar completamente desiquilibrado e de ódio capaz de matar por 5 dolares e eu, com medo da reacção e do ferro que estava junto aos pés dele atirei-lhe a nota de 10 para o chão e olhei para ele eu proprio com o maior desprezo. Nenhuma das pessoas à minha volta disse o que quer que fosse a nao ser para lhe dar o que ele queria, tal era o ar de louco. Ninguem se meteu com ele e apenas tudo se dissipou quando agarrou a nota e saiu enquanto trocavamos olhares de ódio um pelo outro.
Foi assim que se iniciou a nossa aventura em Timor Leste, da pior maneira possivel e com uma lição para todos os que cá vierem e dita várias vezes pelos locais... Nunca, mas NUNCA andem de taxi amarelo! Existem taxis azuis com taximetro. Nao sabiamos nem tinhamos lido nada sobre isso até então. 


No hotel acalmamos a beber um delicioso sumo de fruta e a falar com o proprietario no escritorio dele forrado com algumas das ultimas peças de arte sacra deixadas pelos portugueses apesar da destruição total causada pela ocupação indonesia.
Com a adrenalina a ser eliminada lentamente das nossas veias, falamos um longo tempo com o dono sobre Timor, o que visitar e tal como nos foi dito por ele e depois confirmado nos dias que cá passamos, começamos da pior maneira e nada disto era reflexo da simpatia e da segurança transmitida por este povo bondoso e gentil. 


Quando iamos para pagar o hotel não havia terminal de pagamento automatico e descobrimos que isso é algo raro para estas bandas! Tinhamos que ir ao banco destrocar ou levantar dolares americanos, o euro ou rupia indonesia não são aceites cá! 
Depois de nos instalar num quarto bom e confortável para o standard timorense, o equivalente a um hotel de 2 estrelas na Nazaré, chamamos um taxi (azul!) e fomos alugar um carro. Depois de 30 minutos à espera e de aproveitarmos para almoçar um bife passado tipo sola de sapato, num "hotel" por detrás da Rentló Rent a Car, la pegamos no carro. Foi aqui que nos apercebemos pela primeira vez da estranheza com que os locais olham para o cartão de crédito (que felizmente tinha!). Nao faziam a minima ideia o que fazer com o cartão e nunca viram um chip... Depois de as ajudar e de uns 20 minutos a preencher calmamente papeis (é tudo muuuuito lento), la saímos com o carro! Finalmente tinhamos a situação sob controlo e ao nosso ritmo. O carro teve um custo de 45 dolares por dia e tentaram-nos pegar a rasteira que nao estava disponivel o modelo mais barato apesar de ter ligado para lá 1hora antes. O modelo a seguir custava 80 dolares por dia... Faz parte, estamos habituados a isto...


Com o pouco tempo de luz ainda disponivel e sem parar de chover, decidimos ir no sentido Este para irmos à praia do Cristo Rei para vermos alguma coisa ainda. Quando chegamos a praia, de areia branca, estava carregada de lixo de tal forma que decidimos nem sair do carro, tal foi o desapontamento. Como viemos a confirmar, todas as praias estão carregadas de lixo e estragam por completo o potencial turístico da costa. Fez-nos lembrar a ilha de Guadalcanal nas ilhas  Salomão, ou seja, com tanto potencial mas com tanta falta de cultura ambiental e de turismo que atira este destino para a desilusão. 


Sem tempo para mais, decidimos ir aos centros de mergulho locais planear o ex-libris de Timor. Existem 3 ou 4 centros de mergulho na ilha. O primeiro que visitamos junto à praia do Cristo Rei, de um chinês, não inspirou qualquer confiança. O homem mal falava inglês e muito menos português. A comunicação foi péssima e decidimos abandonar o local. 


A segunda escola que visitamos (Aquática) já tinha tudo o que precisavamos e uma guia Malaia ao nivel que estavamos habituados. Marcamos logo e estamos ansiosos por ver o Dugong que patrulha a baía de Dili a comer ervas no fundo do mar e todos os cavalos marinhos e coral que dão fama ao local.
Depois de batermos com o nariz na porta da 3a escola de mergulho, decidimos ir até ao hotel descansar um pouco antes de irmos jantar: aconteceu o que acontece sempre que nos deitamos com 3 horas de sono e abatidos pelo cansaço aliado à fraqueza induzida pela minha gastroenterite: dormimos 14 horas até às 9h do dia seguinte!

Depois da higiene matinal, decidimos ir tomar o pequeno almoço a uma espécie de Starbucks australiano perto do hotel. Quando entramos, voltamos à realidade de Timor: os croissants e os pasteis todos que la estavam tinham pelo menos 1 semana...
Que medo! As gastroenterites sao o que me mete realmente respeito nestas viagens!
Pedimos 2 mufins de chocolate aparentemente mais frescos e um café (delicioso) e um leite simples. Rezo cada vez que como algo aqui. É um dos sitios que tive mais medo para ingerir o que quer que seja, depois de 2 passagens pela Índia. Aqui parece que nao há tabua de salvação... mas acredito que seja apenas de ter chegado há pouco tempo.


Em seguida fomos ao banco tratar de arranjar dolares. Uma particularidade de Timor é que aqui as notas de dolar anteriores a 2013 valem zero, por isso é preciso estar muito atento ao troco. No banco tirei uma senha e disse ao segurança que queria trocar euros por dolares e ele disse que ali nao tinham mas que havia nao sei onde. Pedi para me mostrar la fora e ele chamou um dos timorenses que estavam logo à porta disfarçados de vendedores de lotaria, com um molhe de notas de dolar e rupias indonesias. Era uma transação proibida mas claramente aceite ali, visto ter sido feita com um segurança ao lado. Depois de negociado o valor e de retirado as notas de dolar de 2009 que tentou fazer passar, lá saí eu contente com o negócio e com a cena caricata à porta do banco!


Com dinheiro no bolso lá nos centramos no plano de visitar o lado Oeste da ilha, o caminho mais bonito e idílico com restaurantes de marisco e lindas praias até à fronteira onde iríamos visitar um forte holandês fruto da disputa territorial com Portugal pelo territorio e que mais tarde delimitou o atual território de Timor Leste com o seu enclave de Oecusse, local onde os portugueses chegaram pela primeira vez durante os descobrimentos.

 

 


No caminho tivemos a sensação de estarmos mesmo na ilha de Guadalcanal... baías bonitas e com imenso potencial turistico mas cheias de lixo. Pelo que soubemos depois, esta lixeira apareceu há pouco mais de 1 ano e que dantes não era nada assim. É preciso sem dúvida dar educação ambiental de raiz aos timorenses mas a verdade é que falta muito mais do que isso quando mais de 50% da população é totalmente analfabeta. 


Apenas quando avistamos uma praia de areia negra quase sem lixo, saímos do carro e fui dar um mergulho neste caldo de água quente e que revitalizou os meu corpo moído pela gastroenterite e pelas 14 horas de cama. Levamos o snorkel mas nao avistamos nenhum ponto decente para o fazer durante a manhã.


Pelo caminho passamos por locais muito pobres com cabanas de canas, bem como as típicas mas feitas de blocos e zinco. Passamos por um forte e a por uma antiga prisão portuguesa para onde o nosso amigo Salazar enviava os mais acesos opositores do regime. No caminho há cabras e javalis por todo o lado e raras vacas.


Paramos em Liquiçá, tristemente famosa pelo massacre da igreja e estivemos com locais que ensaiavam as musicas para a Páscoa.
Continuamos o nosso caminho à procura de restaurantes, mas nem sinal deles. Estavamos sempre com a esperança que aparececem mais á frente. Nada. Paramos numa loja de um chinês, abundam já por aqui e decidimos comer dois Magnun de amêndoas. Nao havia sinais de gelo no exterior e pareciam seguros mas quando trincamos o chocolate o interior de leite estava derretido!! Fiquei logo cheio de medo. Ainda a recuperar de uma gastroenterite e já a arriscar daquela forma... Mesmo assim, no meio de rezas, foi todo!!
Ao avançarmos na estrada descobrimos que a chuvada torrencial da noite anterior tinha deixado marcas e a estrada desapareceu, ficando intransitável. Depois de estudar o caminho possível a pé e de ver o meu simples carro Nissan Tida, desisti e voltamos para trás. No caminho o sol já brilhava e a paisagem ficou mais bonita ainda e paramos numa linda baía com um hotel de um australiano no cimo de uma colina com vista para a baía. É sem dúvida uma das baías mais bonitas que vimos aqui e pelos vistos já está aprovada a construção de um novo porto marítimo que a vai destruir totalmente... Enfim... mais do mesmo...


Almoçamos uns camaroes delicosos e deitamo-nos a fazer uma sesta à sombra. Que bem que soube! No caminho avistamos uns locais numa das muitas praias do caminho e parecia ter menos lixo que o habitual bem como uma água transparente onde se conseguia ver que havia recife. Paramos logo e fomos fazer snorkeling. Passada a rebentação deparamo-nos com um cenario surpreendente de variedade de coral? de cores e de peixeis! Aposta ganha!


Como já nos disseram, somos uma espécie muito rara aqui em Timor: turistas! Nao avistamos rigorosamente ninguem que nao esteja aqui em trabalho e isso preserva e muito os recifes dos pés atabalhoados de quem não os sabe nadar convenientemente. Depois de nos secarmos, compramos flor de bananeira e dirigimo-nos ao mercado em Dili para comprar coisas para cozinhar à noite a flor de bananeira. Compramos batata doce, tomates, ananás, gengibre, maracujá e bananas. Tudo muito fresco para ser cozinhado. Infelizmente fomos ingénuos e nao preparamos a flor como deveria ser e revelou-se um fiasco culinário. Lemos depois que esta precisa de todo um ritual de preparação rigoroso e fastidioso de mais de 24h antes de ser estufada. Percebemos isso rapidamente ao deitarmos uma garfada à boca!
Depois de comermos ananas e bananas, acabamos a noite com uma conversa a beber vinho com umas portuguesas que trabalham cá e que nos deram imensas dicas sobre Timor.


É a primeira vez que sentimos que o turista é uma espécie rara num destino nosso e já estivemos em sítios, como sabem, que não lembra ao diabo. Durante toda a estadia em Timor, nao nos cruzamos com um unico turista. As raras pessoas que vemos nas praias ou em restaurantes trabalham cá e aproveitam o tempo livre para dar umas voltas pela ilha ou para mergulhar. Não entendo como é que sobrevivem os 4 centros de mergulho de Dili ou os vários hoteis e resorts da ilha. Ou melhor, percebo: vivem à custa de quem se desloca cá para trabalho temporário.
Mesmo assim, não há trabalho sequer para 1 escola de mergulho, quanto mais para 4?!


Mas a verdade é que Timor Leste é independente há 16 anos e apenas há 11 anos esteve para entrar em guerra civil com mortes e confrontos violentos nas ruas. Têm ainda muito mais que se preocupar do que o turismo! Durante este período alugamos carro e tentamos percorrer a ilha em todas as direcções a partir de Dili e nunca chegamos ao destino final, mesmo nas debominadas boas estradas como a estrada pela montanha até aos cafezais de Ermera. A razão é muito simples, as estradas são fracas ao ponto de quando chove desparecem do mapa tornando-se intransitáveis. Ouvimos relatos de arvores que caem e estradas que desabam deixando as pessoas isoladas até serem socorridas. A estrada para Baucau, a 2a. maior cidade do país a 120kms de distância, demora umas penosas 6 a 7 horas a ser percorrida. Isto se não tiver chovido e a tiver tornado intransitável. 


O país tem efetivamente um potencial enorme com baías lindas de água quente, boas praias de areia branca com um coral incrível, bem como um café delicioso, montanhas majestosas com 3000m (Monte Ramelau - o ponto mais alto do império Português em tempos) e pessoas genuínas e atenciosas. Mas o que me parece é que Timor está no caminho errado e é uma bomba relógio. Eles têm aqui a oportunidade de aprender com a influência europeia e australiana e estão a cometer os mesmos erros dos países vizinhos alimentando a desigualdade social e valores bem diferentes dos defendidos pela revolução da independência. Há edifícios imponentes de milhões ao lado de barracas e bairros de lata ferrugentos, todos pertencentes ao estado e os seus diferentes ministérios, com vista mar. O caso mais gritante é o do edifício do ministério das finanças, com um edifício envidraçado de 20 andares que choca no horizonte. Quem os mandou construir? Os mesmos que lutaram nas montanhas pela independência. Depois, estão cá os oportunistas do costume: unicef, ong's com todo o tipo de nomes pacifistas, missões católicas do espírito santo e da nossa senhora, embaixadas, todo o tipo de congregações cristãs, world bank... todas perfeitamente instaladas em mansões de sonho junto à marginal de Dili e que se deslocam em jipes topo de gama e jantam confortavelmente nos caros restaurantes da cidade, apenas acessíveis a estrangeiros. Mais de 50% da população vive com menos do que 1 dolar por dia, quando uma refeição média é de 20 dolares, a beber água. Supostamente o salário mínimo são 105€ mas isto apenas acontece nos priveligiados da função pública. Nao existe qualquer indústria e a população vive para a subsistência do dia a dia vendendo peixe na borda das estradas (sem qualquer gelo) ou vendendo o que calhar, fruta, cigarros... Vivem todos de forma miserável rodeados por um paraíso tropical. Saindo de Dili vemos que muitos deles vivem em palhotas e vendem fruta e uma espécie de destilado de fruta à beira da estrada.


Quanto a segurança, Dili já não é totalmente seguro. Não há armas nem crimes violentos mas há assaltos a casas. Não é comum ver arame farpado ou muito aparato à volta das casas como em muitos outros destinos mas parece-me que caminha para tal.
A missão católica é uma influência muito positiva para este povo e permite para já atrasar a delinquência. Não há sinais de droga mas estes bairros de lata e desigualdade social são uma bomba relógio. A influência da vizinha Indonésia onde existe pena de morte por tráfico de uma pequena quantidade de droga é muito positiva mas a existência de um voo direto para Darwin pode significar um potencial gatilho para a explosão desta bomba relógio.


Espero estar errado e que as verdadeiras missões católicas continuem a ajudar e a influenciar tão positivamente este povo.
Há missões no interior de toda a ilha fazendo um trabalho incrivel dando educação e ensinando a população a subsistir tirando-os da miséria. As outras ONG's? Não estão cá para ajudar ninguém a não ser eles próprios: palavras de pessoas que trabalham dentro das mesmas. Isto sim um pecado mortal. Quando há pobreza aparecem sempre todas e há sempre espaço para a criação de mais umas tantas. Começa a ser difícil arranjar um nome disponível e cada vez estão mais parvos.


Depois de resolvidas todas estas questões básicas, precisam de se preocupar com os acessos, em limpar as praias, criar apoios de praia, boas marginais, em manter o recife saudável. Tivemos um mergulho incrível com espécies que nunca tinhamos visto e cavalos marinhos. Sendo um país novo é uma pena desperdiçarem tamanha oportunidade.

 

 

 

 


Como balanço desta viagem de 5 dias, podemos dizer que Timor é um desafio e não ainda um verdadeiro destino de férias. Levamos daqui coisas muito boas e recordaremos sobretudo as baías tropicais de água quente com as crianças a brincar na água.

Diogo & Filipa

 

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