PEQUIM - links úteis

PEQUIM - dicas

HOTEL PEQUIM:

Hotel The Emperor Tiananmen Beijing, 95€/noite com PA.

BEIJING - FORMAS DE DESLOCAÇÃO:

- Metro, autocarro

BEIJING - ONDE COMER:

- Tian Xing Ju

- Sijiminfu Roast Duck Restaurant

- Zen

- Duyichu Shaomai

- Brain Factory (para os mais corajosos, a especialidade é nem mai snem menos - cérebro de porco)

- Feng’s Kitchen  €€

- Jingyi Restaurant  €

- Tian Xing Ju

- Suzuki Kitchen (japonês)

DICAS E PONTOS DE INTERESSE EM BEIJING:

- Fusan Café

- Yangmeizhu Xiejie

- Triple Major

- Soloist Coffee Co.

- Mofan Bookstore

- Da Bei Photo Studio (para o verdadeiro souvenir de Beijing)

- Meeting Someone (Instagram location)

- Bada Hutong

- Caminhar de Qianmen até Liulichang

LINKS:

HOTEL THE EMPEROR TIANANMEN BEIJING

PEQUIM - diário de viagem

MARÇO 2016

Pequim: uma passagem rápida antes das Filipinas

Acordamos por volta das 7h no comboio após uma noite surpreendentemente confortavel no assento/cama da nossa cabine. As duas mongois dormiam em cima e eu e a Fi em baixo. Elas não paravam de falar durante o dia anterior e só por volta da 1h da manha é que pararam. É muito engraçado ouvir mongois a falarem. Os sons que emitem são únicos e parecem mesmo estranhos a falar. Ao acordar avistamos montanhas e casas rurais chinesas feitas em tijolo e com bandeiras da China no exterior. Passamos por algumas montanhas e paisagens muito bonitas embora bastante áridas, em que o castanho claro da cor da terra era a cor dominante juntamente com as arvores despidas de folhas e os rios congelados. À medida que nos aproximamos de Pequim tudo mudou... Industria, lixo, centrais nucleares, cemiterios de antigas fabricas e arranha céus de perder de vista devido à intensa nuvem castanha da poluição que paira sobre a cidade. É de tal forma que eu acredito que seja muito raro eles conseguirem ver o céu ou mesmo o sol. Era algo que já esperavamos... Em Pequim os edificios são magestosos e mostram a sua imponencia em altura e largura ocupando quarteirões inteiros. Bancos, shoppings, hoteis, tudo grande e luxoso. O verdadeiro espírito do luxo asiático. Em Pequim deparámo-nos com um problema que já esperavamos... Ninguem fala inglês! Depois de um bom almoço (de comida chinesa) perguntamos a 3 pessoas diferentes e todas nos indicaram o mesmo sentido para irmos para a praça de tianamen e indicaram exactamente o sentido oposto!! Andamos, andamos e nao viamos nada e decidimos tentar novamente apanhar um taxi. Sim tentar novamente porque já tinhamos tentado apanhar 3 vezes e eles só dizem: "no no no!" e arrancam. O problema é que nao percebem a palavra tianamen e vao-de embora! Desta vez o motorista percebeu e levou-nos ao sitio certo, no fundo da praça. Para entrarmos na praça e na cidade proibida a vigilancia é muito apertada e tivemos varios controlos de raio X. Eles levam isto muito a serio, ja no aeroporto nunca fomos revistados desta forma tao minuciosa. Ainda bem que nao trouxe a minha faquinha da fruta! A praça de Tianamen é aquilo que esperavamos, ampla, com edificios imponentes de arquitetura comunista e ao fundo a cidade proibida. Ao passarmos a muralha da cidade proibida deparamo-nos com um palacio imperial bem maior do que nós pensavamos e com um sem fim de palacios e jardins que ostetam a riqueza com que vivam os imperadores chineses. Depois de uma visita diagonal do espaço porque o tempo não permitia mais, decidimos apanhar um taxi para irmos à estação ferroviaria de Pequim buscar as nossas malas que ficaram lá guardadas. Depois de algumas recusas la parou um taxista que decidiu ter paciencia para nos ajudar. O primeiro problema foi a palavra "Beijing railway station". Só entendeu quando com barulhos imitamos um comboio: "catatum, catatum, catatum.." Foi muito engraçado esta troca de gestos e os barulhos que ele fazia a imitar o comboio e sempre que se referia à estação. Parecia uma conversa de loucos. O segundo problema veio a seguir: o barulho catatum catatum catatum nao chegava e ele continuava a falar em chines a dizer de forma muito exaltada algo que nós nao entendiamos... Ate que ele disse: "Fó" e fez um gesto com a mão a mostrar o numero 4. Epa, há 4 estações dos comboios em Pequim! Mas nós achamos que tinhamos a solução para ele e fizemos o gesto dizendo "Big station" "Biiiiigggg" com o gesto de grande! Nao chegou... Ele disse: "Fó... E fez o gesto de grande". Resumindo, existem 4 estações grandes dos comboios em Pequim e nós nao faziamos a mínima ideia qual delas era, como chegar lá ou como explicar por gestos qual delas seria e ainda para mais corriamos contra o tempo para nao perdermos o avião para Manila! Ja estavamos desesperados e prestes a sair derrotados do taxi quando ele faz o gesto a tirar uma fotografia como que a perguntar se nao tinhamos fotografia da estaçao. Acenamos que nao com a cabeça. Realmente, viajamos à tanto tempo em países que nao falam ingles, como é que nunca nos lembramos que uma fotografia resolve tudo?!! Acabamos por aprender uma enorme lição para o futuro. Tirar fotos aos sitios se queremos lá voltar e tirar fotografias dos mapas e dos nomes das ruas no dialecto local. Estavamos prestes a sair do carro quando me lembrei... Eu tirei fotos com o telemóvel à estação quando chegamos! Tinha-me esquecido! Rapidamente peguei no telemovel e mostrei-lhe as fotos: foi uma festa dentro do carro com apertos de mão e tudo!! Conseguimos, estavamos salvos!! A partir daí foi uma corrida! Nós dissemos que tinhamos que estar no aeroporto às 18h e o homem pensou que o aviao era às 18h... Furou, transgrediu, apitou... Empenhou-se mesmo a sério e quando chegou à estaçao dissemos um valente "Xé,xé" com um sorriso e um aperto de mão. Tinhamos chegado à estação bastante rapido! O pior é que o transito condensava-se cada vez mais e nao se conseguia apanhar nenhum meio com rodas para chegar a tempo, incluindo o taxi que é o meio mais barato e cómodo de duas pessoas se deslocarem em Pequim, por sinal. Por esse motivo o bravo taxista disse-nos que deviamos apanhar o metro. Ora... Aí tivemos o terceiro problema! Como nos orientarmos no metro para chegarmos ao aeroporto, em que linhas seguir, qual o sentido a tomar... Um caos total numa cidade em que ninguem fala ingles e em que esta tudo escrito em caracteres chineses! Da para imaginar. O quarto problema foi, onde apanhar o metro numa estação em que há comboios sub-urbanos, comboios internacionais, comboios urbanos, comboios de alta velocidade... Tudo escrito em chinês e sem qualquer logotipo. A nossa estrategia passou por perguntar "subway" a diferentes pessoas e todas elas nos mostraram a bilheteira onde comprar. Funcionou! Encontramos o mapa do metro e nele avistamos um aviaozinho que em baixo dizia terminal 2 e terminal 3 (o nosso destino final). A partir daí foi facil, tirei uma fotografia com o telemovel e mostrei na bilheteira. Muito facil e pusemos em pratica o que tinhamos aprendido meia-hora antes. Depois de um controlo de raio X das malas à entrada do metro, la seguimos o trajeto que nos tinham explicado e passada meia hora chegamos! Que aventura! Mal chegamos trocamos a roupa de neve pelos calções de praia com o casaco de neve em cima! Estranho mas eficaz, a diferença de temperaturas é de 50graus no total. Voltamos a Pequim para a semana e vamos à grande muralha da China. Até breve!

Shopping e espetadinhas!

Chegados de novo a Pequim, fomos deparados com mais um problema… A Koryo Tours não nos enviou (conforme combinado) por email os nossos bilhetes de avião, o que significa que quando chegámos ao balcão para pedir o trânsito de 72h não tínhamos como provar que no dia 15 de março deste ano, íamos voltar a sair de Pequim. Tínhamos sim os nossos bilhetes impressos de volta para portugal, mas esses são só no dia 20 e as 72h não chegavam até esse dia. Frustados e cansados, ligámos para a Koryo Tours, sem nos lembrarmos que hoje é domingo e que ninguém estava a trabalhar. Fartámos-nos de ligar e ninguém atendia. Eu lá descobri um número de telemóvel que eles tinham enviado e lá ligámos para o chefão de lá que foi ao escritório para nos enviar por mail o que nós precisávamos. Perdemos um tempão no aeroporto, sentados à espera que nos enviassem tudo para irmos perder mais um tempão na fila (agora gigante) para pedir o trânsito, para depois perder mais um tempão enquanto nos tentavam encontrar as malas de porão, que entretanto tinham sido recolhidas e guardadas num armazém que cheirava a podre! Bem vindos à china, meus amores!

Lá apanhamos um taxi para o hotel (que demorou tanto tempo que eu e o Diogo adormecemos e viemos a dormir o caminho quase todo) e quando cá chegámos eu apercebi-me que me tinha enganado e tinha marcado o tour para irmos à muralha da china, não para o dia 14 mas para o dia 13. Que grande chatice! O guia tinha estado às 8h da manhã, à nossa espera no hotel e tinha se ido embora porque nós não estávamos cá… Liguei para lá e finalmente consegui remarcar para amanha! Que filme!!!

Fomos dar uma volta aqui no quarteirão à volta do hotel e compramos os nossos souvenires enquanto nos deleitámos com espetadinhas de carne, de lulas, crepes de pato à pequim, dumplings de arroz (que mais parecem de risoto), entre outras coisas! Vejam as fotos! O mais difícil aqui é mesmo a comunicação com os chineses. Nós falamos em inglês (já num inglês muito arcaico) e eles simplesmente respondem em chinês! e respondem a falar rápido, como se nós fossemos prós nesta arte!

À noite como jantar e primeiro que a fulana entendesse o que nós queríamos, foi um dia de juízo!

Agora estamos na cama, com um mosquito a rondar-me a cabeça, à espera que eu adormeça para me picar! Já liguei a luz para o procurar, mas não vejo o sacana! Amanhã já vou ter mais uma mordidela para a minha rica coleção! Quem disse que mosquitos só havia no calor das filipinas, está muito bem enganado! Está um frio de rachar lá fora e nós aqui com mosquitos, num hotel 4 estrelas! Inadmissível!

 

Comunismo chinês? Onde?

Estou pasmado com Pequim. Há arranha-céus espelhados e grandes centros financeiros e comerciais com arquiteturas incríveis espalhados por toda a cidade que contrastam com os pequeninos edificios das lojas e restaurantes dos bairros circundantes com aspecto soviético, fazendo lembrar Ulaanbataar. Os centros financeiros estao recheados de lojas de luxo e os parques automóveis que fazem inveja a qualquer cidade europeia. Os chineses adoram bons carros! Toda a envolvencia faz-nos deslocar de Pequim e ir para uma qualquer cidade cosmopolita do ocidente. O único detalhe sao os "soldadinhos" do exército chinês perfeitamente engomados e com o peito bem inchado que observam atentamente tudo o que os rodeias. Os soldados e as milhares de câmaras espalhadas por toda a cidade.

Estes centros luxosos que concentram os ricos são rodeados de mendigos desgraçados e sem-abrigo.

Nada de novo em qualquer outra cidade grande por esse mundo fora... mas estamos na China!

Onde está o socialismo chinês???

 

Alguns factos sobre a China em 2016:

- Pequim tem 30 milhões de habitantes

- A escolaridade é paga a partir do liceu. Na universidade, um semestre de um aluno com boas notas, ou seja, com acesso a bolsa, tem um custo de "apenas" 1400€! Um aluno regular paga 50% do custo total e o estado a outra metade. Nas universidades privadas é tudo obviamente mais caro.

- Em Pequim as aulas extra, ou seja, as explicações, são pagas a peso de ouro, sobretudo as relacionadas com artes. 50 minutos de explicação têm um custo de apenas 300RMB= 32€

- A saúde geral é paga. O cidadão paga 25% e o estado 75%. Desconta todos os meses no salário e em doenças mais graves como o cancro, o estado põe-se de parte e a pessoa tem que pagar tudo. Os seguros de saúde são por isso incentivados e uma vistos como uma alternativa necessária e essencial neste sistema...

- O estado bloqueia o uso do facebook, google, yahoo e todos os motores de busca... têm registos que permitem espionagem! 

- O salário médio mensal em Pequim varia entre os 830€ e os 4000€. Parece muito bom mas a cidade é muito cara e um apartamento pequeno tem um custo entre os 800 e os 4000€ dependendo da zona!

- Só existe um partido: o partido comunista chinês. Existem eleições para entreter as pessoas: eleições para o representante local (deputado), que por sua vez vota para outra câmara de representação e por aí acima, até que o comité oficial nomeia o presidente do partido e da China.

 

Se olharmos para isto, de comunista não tem nada. O sistema português pode não ser ideal mas é sem dúvida mais socialista do que este. É quando visitamos locais como este que damos valor ao que temos. A saúde e a educação são pagas: os dois grandes pilares da sociedade socialista. O operário e o varredor de rua não têm claramente igualdade de direitos. 

Estou negativamente surpreendido. A China de 2016 é claramente um sistema capitalista apenas tenuamente disfarçado com bandeiras e simbolos comunistas e fotos do Mao e outros cromos do livro dos grandes líderes do partido.

Enfim...

A grande muralha da China

Dia histórico para estes viajantes: Chegamos à grande muralha da China!

Foi um dia divertido. Começamos bem cedo com um bom pequeno almoço no nosso incrível, confortável e acessível hotel Imperador. 

Este hotel está extremamente bem localizado, na zona sul logo abaixo da praça de Tianamen, num bairro bem remodelado a imitar as antigas ruas da cidade. É tudo muito limpo e bem organizado, com polícias por todo o lado.

Há hora marcada estava a pequenina guia de nome Nancy que nos levou num luxoso carro num tour privado ate à grande muralha. Ela e o motorista de nome... Xim Pam Zé ou algo do género.. não me lembro.

Ao estilo de todos os tours (o nosso apertado timing não nos permitiu evitar isto), primeiro passamos por uma fabrica de pedras preciosas cá do sítio que era "espectacular e que tinha preços muito bons"... Enfim... não tinhamos saudades disto... Odiamos tours!

Depois de nos perguntarem: " afinal vão ou não comprar alguma coisa?" e de nós sermos frontais e dizermos logo que não, passamos à nossa rota inicial. A muralha da China fica bastante perto da cidade de Pequim. O que mais custa é sair da cidade. O trânsito é insane. Pequim tem o registo de 60 milhoes de carros, sem contar com taxis e autocarros! Depois de 1 hora no transito é rapido e as estradas sao muito boas! Têm portagens, como seria de esperar num bom regime comunista... ou não!

Ao longe la avistamos a muralha. É imponente e deslumbrante. É um ziguezague de muralha ao longo das montanhas de forma a cobrir todos os pontos estratégicos que potencialmente poderiam ser invadidos pelos povos do norte, nomeadamente os do império Mongol.

 

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