PORTUGAL - links úteis

PENICHE A LAGOS - melhores praias

HOTEL:

Nós fomos de caravana chamada Lola. Alugamos na Yescapa.

FORMAS DE DESLOCAÇÃO:

Nós alugamos a Lola, porque queríamos uma experiência diferente. Mas ir de carro também é possível.

ONDE COMER:

Nós levamos comida para cozinhar na caravana, mas Portugal é famoso pela comida variada e fantástica que oferecemos. Por todo o lado vão encontrar restaurantes muito bons!

ONDE PARAR:

Por ordem Norte-Sul

- Barra

- São Pedro de Moel

- Nazaré

- Peniche

- Ericeira

- Azenhas do Mar

- Praia da Adraga

- Praia da Ursa

- Cabo da Roca

- Guincho

- Boca do Inferno

- Meco

- Sesimbra

- Portinho da Arrábida

- Travessia de barco Tejo - Tróia

- Praia da Comporta

- Lagoas de Santo André

- Vila Nova de Milfontes

- Praia de Almograve

- Praia do Cavaleiro

- Cabo Sardão

- Odeceixe (vila e praia)

- Praia da Amoreira

- Arrifana

- Praia do Mirouço

- Praia da Barriga

- Praia do Castelejo (viewpoint)

- Farol do Cabo São Vicente

- Praia do Beliche

- Praia do Zavial

- Ponta da Piedade

- Praia do Camilo

LINKS - ALOJAMENTO

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PENICHE A LAGOS - diário de viagem

JUNHO 2020

PENICHE

Depois de uma semana cheia de trabalho, saímos de Leça da Palmeira, cheios de vontade de iniciar esta viagem pela costa portuguesa.

Apesar de, oficialmente, termos chamado esta viagem "De Peniche a Lagos", ela começou, como calculam, em Leça da Palmeira, na terça dia 9 às 21h30. De mochilas às costas (e de lancheira na mão) entramos na Lola com um soriso nos lábios. Depois de arrumarmos tudo nos devidos lugares, demos à chave e rolamos pela autoestrada até à Praia da Costa Nova. Estacionamos num parque de estacionamento perto da praia, onde já estavam mais "primas" da Lola.

Quando acordamos batemos de frente com os ritmos verticais e cores tradicionais deste lugar. De facto, a Praia da Costa Nova é um sítio muito especial e muito bonito! Mas nós tínhamos pressa de chegar ao nosso ponto de partida - Peniche, por isso, a Lola avançou a toda a velocidade (a possível - 90km/h) e paramos só em São Pedro de Moel, para tomar o pequeno almoço num  e abastecer. Com uma vista incrível para a praia, tomamos o nosso pequeno almoço a ver as vidas das pessoas a iniciar o dia.

A estrada nacional até Peniche é muito bonita e como a Lola não anda muito depressa, deu-nos tempo para absorver todas as paisagens. Ainda deu tempo de parar na Nazaré, para ver a tão famosa Praia Norte, onde se presenciam algumas das maiores ondas do mundo. Apesar de não ser a altura certa para presenciar este fenómeno incrível e que traz tantos surfistas do mundo inteiro para as nossas praias, ainda deu para conhecer o lugar e relembrar a vila onde passamos férias tantas vezes.

 

No caminho para Peniche ainda demos boleia a 2 rapazes estrangeiros que iam na mesma direção que nós. Demos algumas dicas, partilhamos o nosso itinerário e deixamo-los no centro de Peniche. Seguimos até ao farol do Cabo Carvoeiro e almoçamos de frente para as Berlengas, rodeados de rochas, penhascos dramáticos, gaivotas a piar e o farol de companhia.

A seguir ao almoço, o Diogo dormiu uma soneca enquanto eu fui ao supermercado comprar algumas coisas que nos tínhamos esquecido de trazer. Deixei o motorista dormir para recuperar energias para nos encaminharmos para a Ericeira, onde o Diogo queria ir surfar de tarde.

Despedimo-nos de Peniche, onde já tínhamos estado outras vezes. Passamos pela Praia do Portinho da Areia do Norte, Praia da Gamboa e pela Praia do Baleal e ainda vimos a Fortaleza de Peniche, com as suas roupas amarelas que contrastam com as rochas  lapidadas pelo mar e pelo vento.

Foi com um sorriso de orelha a orelha que o Diogo viu Ericeira de longe. Este rapaz tem guelras, só está bem dentro de água! Ainda paramos num viewpoint antes de irmos ter com a Marlene Marques (@marleeneonthemove) para uma surfa jeitosa na Praia de São Julião, uma praia muito bonita, rodeada de penhascos de cor amarela e de ondas ritmadas. A praia tinha chuveiro para tirar o sal e a areia antes de entramos na Lola, onde preparamos um belíssimo jantar enquanto víamos o sol a descer.

Mas tínhamos de continuar... não podíamos vacilar do nosso objetivo - chegar a Sagres! Por isso, cozinhamos, comemos, arrumamos a cozinha e seguimos caminho para ver se ainda conseguíamos ir dormir ao Cabo da Roca. Mas, não podíamos deixar de referir a beleza inacreditável das Azenhas do Mar! Uma vila que mais parece ser a nossa Cinque Terre e que no pôr do sol, com as luzes a começar a acender, fica simplesmente maravilhosa. Ficamos a apreciar a vista, o tempo que o frio e o vento permitiu e seguimos caminho. Estavamos filados em ir dormir à ponta mais oeste da Europa continental, mas ainda queríamos ir à Praia da Adraga (que segundo viemos a saber, tem um restaurante de peixe grelhado óptimo, mas a informação veio umas horas tarde demais).

Quando chegamos ao Cabo Carvoeiro, não havia sítio para dormirmos. Isso alterava todos os nossos planos! A nossa ideia era dormir ali porque queríamos ver o nascer do sol na Praia da Ursa e só depois continuar a descer. Mas assim sendo, teríamos de continuar caminho. Tristes com a situação continuamos a saga de encontrar um sítio para atracar a Lola.

Depois de irmos a mais 3 sítios, acabamos por ficar a dormir na Praia do Guincho, num parque de caravanas. Mal sabíamos nós que no dia seguinte íamos acordar para uma vista incrível com um nascer do sol entre nuvens, enquanto víamos os pescadores já a pescar nos seus barcos pequenos, a patrulhar a área.

Deixando a Praia da Ursa já bem para trás e depois de tomar um pequeno almoço reforçado, encaminhamo-nos para Cascais. A primeira paragem foi na Boca do Inferno, um sítio lindo, mas que o tempo não nos deixou explorar como gostaríamos. A chuva e o vento foram nossas inimigas e optamos por seguir mas só depois de tirarmos umas fotos. Nem o drone podíamos lançar por causa da chuva.

As casas gigantes de Cascais, as vistas e as praias limpas fazem desta zona um bonito passeio. Os calçadões junto ao mar, os alçados das casas senhoriais, o cheirinho a mar, as pessoas focadas no seu exercício físico, as palmeiras que decoram as ruas, as rochas que parecem trepar pelos muros que separam a estrada da praia, o farol do Museu de Santa Marta que emoldura a marina cheia de barcos, tornam esta zona num sítio lindíssimo!

Chegamos a uma Lisboa cinzenta e o céu só abriu quando chegamos a Grandola e foi por Grandola que passamos a cantar a música da cidade e assim seguimos até Porto Covo, até a música enjoar.

Em Porto Covo lançamos o drone e lembramo-nos que o Jorge Vassallo (@fuidarumavolta) andava por aqueles lados e enviamos uma mensagem. Acabamos por esperar por ele na Praia do Malhão, onde algumas famílias faziam praia, outras surf e no parque de estacionamento vimos muitas caravanas. O passadiço sobre a praia é muito lindo e tem uma vista inesquecível. Por aqui passa o Trilho dos Pescadores, por onde o Jorge andava e enquanto lhe dávamos tempo para ele chegar até nós, preparamos o nosso almoço, comemos, arrumamos a cozinha, tiramos uma soneca e quando houve "homem à vista" preparamos uma limonada para o receber e a um amigo, na nossa Lola.

Depois de uma boa conversa, levamos as mochilas deles e de mais 2 viajantes (um japonês e uma polaca) para os aliviar desse peso nos km seguintes até Vila Nova de Milfontes, que ficava a cerca de 8km, num percurso de areia. Depois de deixarmos as mochilas no hotel deles, seguimos rumo ao sul e apenas paramos para jantar na praia da Bordeira, num restaurante chamado o Sítio do Rio, onde comemos um robalo grelhado com legumes e ainda bebemos uma sangria.

 

Seguimos para Sagres, sem mais nenhuma paragem.

Chegados a Sagres, já noite, ainda tivemos tempo para ir vistar o Farol do Cabo de São Vicente e tiramos fotos muito giras do farol. Dormimos na praia do Beliche. Acordamos para uma vista inacreditavelmente bonita e tomamos o pequeno almoço enquanto apreciavamos a vista, rodeados dos sons das gaivotas e o rebentar das ondas na areia.

Comemos enquanto olhávamos para o nosso plano e tentamos delinear um plano. Decidimos que íamos primeiro ao Forte de Sagres fazer umas filmagens de drone e depois seguíamos para Lagos.

Quando chegamos à nossa primeira paragem, lançámos o drone, com algum cuidado e receio por causa das gaivotas que são territoriais ao ponto de atacar o drone e fazer com que ele caia. Assim, enquanto o Diogo filmava, eu tentava manter o drone dentro do meu alcance visual e assegurar que não havia nenhuma gaivota por perto. Quando achamos que as filmagens eram suficientes, seguimos para Lagos. Pelo caminho ainda fizemos o desvio para a Praia do Zavial, que estava completamente deserta! Tiramos fotos e apreciamos as vistas deste tesouro escondido e seguimos caminho.

 

A praia de Lagos que elegemos para vos mostrar foi a Ponta da Piedade. Não tínhamos tempo para ir a todas e tivemos de escolher só uma e não queríamos escolher uma que fosse muito conhecida. Na Ponta da Piedade podemos ver as formações rochosas incríveis e ainda se consegue descer até ao nível da água e nadar entre as falésias, arcos e farilhões. Dificilmente há sítio mais bonito que o trilho dos 7 Vales Suspensos que começa em Lagos e vai até à Praia da Luz. Recomendamos vivamente este percurso e garantimos que não se vão arrepender! Nós não tivemos tempo para fazer o trilho desta vez, mas sabemos que é um caminho inesquecível.

Depois de um mergulho nas águas geladas da Ponta da Piedade, começamos o nosso caminho de volta para o norte. Mas muito ainda estava por conhecer. Faltava todo o Alentejo e estávamos ansiosos por explorar a costa vicentina! Com todo um plano delineado e uma app de um mapa cheio de bandeirinhas de lugares onde queríamos parar, antecipavamos um dia em grande. E não desiludiu!

O nosso primeiro conselho (se forem com tempo) é visitarem Vila do Bispo, uma vila muito típica. Lá perto encontram a praia do Castelejo e o miradouro com o mesmo nome, que é o sítio mais alto do Algarve e onde conseguem ter uma vista de kms de costa. A praia do Castelejo é muito bonita, como todas as praias desta costa e merece uma visita.

 

Do Castelejo seguimos para a praia da Barriga, com encostas mais escuras e um areal protegido por elas, é um bom spot de surf. Aqui preparamos o nosso almoço e fomos almoçar no pinhal no topo da encosta. Que vista! À sombra dos pinheiros, o Diogo ainda fez a sua sesta.

 

Seguimos para a praia de Vale Figueira, onde sabíamos que estavam uns amigos nossos a surfar. O Diogo ainda entrou enquanto a Filipa conversava com amigos e tentava ganhar uma corzinha.

Fomos jantar a Aljezur com a mesma companhia e passamos a noite no topo da encosta de frente para a praia e debaixo do céu mais estrelado que já vimos.

De manhã, quando acordamos, via-se o set a entrar na praia, as escarpas e as gaivotas. Era a oportunidade perfeita para lançar o drone. Filmamos, tomamos o pequeno almoço e descobrimos que a carrinha ao lado da nossa tinha sido toda vandalizada durante a noite com spray com grandes letras, escrito em inglês "GO HOME". Inspecionamos a nossa, à procura de vestígios de spray ou alguma coisa semelhante e encontramos um autocolante atrás a dizer "wild campers go home, here you are in danger".

Este é um assunto problemático e polémico pois compreendemos que existem campistas que espalham lixo, que danificam o parque, sem qualquer consciência ambiental, mas por outro existem também campistas que quando chegam a um spot andam a recolher o lixo dos outros, como é o nosso caso. Recolhemos beatas de cigarros e papéis, deixando o lugar mais limpo do que o encontrámos. Há ainda alguma falta de filtro nesse sentido porque as pessoas vêem que alguns não fazem a sua parte. Tivemos a sorte de não nos vandalizarem a carrinha e colocarem apenas um autocolante que foi muito fácil de descolar.

 

Good actions brings you good karma!

Despedimo-nos dos amigos e seguimos para Odeceixe. O que dizer de Odeceixe?! Que é uma vila pituresca? Que é uma vila de casas pequenas caiadas de branco e azul?Que transpira charme? Que tem moinhos aqui e acolá? Que as pessoas são simples e com sorrisos de orelha a orelha? Que são prestáveis e tentam ajudar no que podem? Que a praia é fabulosa? Que apresenta vistas incríveis? Que se forem nunca se vão esquecer?

 

Sim, tudo isso! E como não poderia ser de outra forma, lançamos o drone. Era impossível estar num sítio tão especial e não tentar capta-lo da melhor forma.

 

Partimos de coração cheio rumo às Lagoas de Santo André, mas pelo caminho vimos que passávamos tão perto do Cabo Sardão que optamos por fazer o curto desvio. Não podíamos ter decidido nada melhor!

 

O Cabo Sardão é LINDO! Viemos a descobrir mais tarde, através de um dos nossos seguidores que este sítio é o único sítio da Europa em que as cegonhas fazem o ninho nas escarpas. Incrível, não é? E lá estavam elas, nós seus ninhos com as suas crias, a olhar o mar e a sentir o vento, que se adivinhava forte, nas escarpas acentuadas e que pareciam cortar o ar, onde as ondas batiam com força, ressoando o som até lá cima, onde estávamos nós, de queixo caído com tamanha beleza. Tiramos todas as fotos que o lugar merecia. Por um mero acaso (e nós não acreditamos em acasos), encontramos o casal japonês e polaca, amigos do Vassallo a caminho do Cabo e acabamos por dar 2 dedos de conversa antes de seguirmos caminho.

Nas Lagoas de Santo André, vimo-nos na obrigação de lançar o drone de novo porque o sítio era tão bonito e intenso que à nossa altura não tínhamos percepção de toda essa beleza. Mas não podíamos demorar muito tempo porque ainda queríamos ir a muitos outros sítios!

 

Então, rumo à praia da Comporta! Uma praia que bem podia ser a praia do Ancão com os famosos a apanharem banhos de sol enquanto lêem a Caras, bebem água termal e usam bijuteria e maquilhagem na praia. Com alguns bares/cafés que transpiram design, as águas calmas, os nadadores salva vidas a patrulharem o mar e a música que ecoa das esplanadas, é gerado um clima de jetset e sentimos que a qualquer momento podemos dar de caras com um tal de Herman José, uma Lili Caneças ou até um José Castelo Branco ou Cinha Jardim e no estacionamento vêem-se ferraris, porches ou Bugatti em exposição.

Seguimos caminho para fazer a travessia de ferry para Setúbal (34€ só ida com caravana e 2 pessoas a bordo). Estávamos com os dedos cruzados para conseguirmos ver golfinhos e tivemos sorte porque vimos muitos! A Filipa estava encantada e de olhos colados na água.

Quando chegámos a Setúbal, já o Diogo estava ansioso por chegar à Ericeira e ir surfar de novo com a Marlene Marques na praia de São Julião. Mas antes tínhamos de cumprir com um dos nossos spots de eleição - a praia da Ursa!

Então fomos até ao Cabo da Roca, demos o nosso melhor salto com o farol de background e começamos a caminhar até à praia. É possível chegar ao topo da colina com o carro, mas como não tínhamos a certeza das condições do pavimento e da largura da estrada, optámos por ir a pé. Não é uma caminhada muito difícil, cerca de 10 minutos até ao pontão. Depois para aceder à praia são mais 25minutos a descer. Não é preciso lembrar que na volta são 25minutos a subir, quase em modo escalada, pois não?

Como tínhamos o drone e não tínhamos muito tempo, optamos por deixar que o drone fizesse o trabalho pesado todo.

 

Temos a dizer que esta praia é absolutamente linda! As formações rochosas parecem tiradas de um filme de ficção científica e quase parecem não ser reais.

Entrou diretamente para o nosso top de praias!

Tiramos fotos, fizemos vídeos, selfies, absorvem os todos os recantos da praia tirando fotos com o cérebro para incentivar à memória visual de forma a que nunca mais nos esquecessemos desta paisagem.

 

Só parámos na praia de São Julião e o Diogo, já com bichos carpinteiros, enfiou-se imediatamente no fato e saltou para as ondas! Depois de 1h30 no mar, saiu para jantar e fomos dormir a um parque de estacionamento de caravanas na Ericeira. Jantamos um risotto de algas e cogumelos delicioso feito na pequena cozinha da Lola e adormecemos já cansados do fim de semana cheio de coisas boas.

 

No dia seguinte só nos restava o regresso a casa.

Acordamos, tomamos o pequeno almoço e fizemo-nos à estrada, para ainda irmos comer um Leitão da Bairrada! O melhor leitão é no Rui dos Leitões por ser o mais pequenino e saboroso e fomos super bem servidos! Saímos de lá de barriga bem cheia e fizemos os poucos km até chegar a casa.

Despedimo-nos da Lola e entregamos a nossa casa ambulante ao devido dono, já com saudades dela.

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