CHILE - diário de viagem

HOTEL LARES DE CHACRAS - PUERTO NATALES

CABAÑAS ANAVAI RAPA NUI

HOTEL PARK PLAZA BONAPARTE BOUTIQUE

CABAÑAS CERRO LAS PIEDRAS

CABAÑAS KAUKEN

NOVEMBRO 2017

Andar a saltar de aeroporto em aeroporto é sempre cansativo mas também é assim que se aprende alguma coisa. Nesta viagem chegámos a várias conclusões:

- viajar pelo kiwi.com é uma treta! Não garantem nada caso hajam atrasos, não deixam acrescentar bagagens, não há cá luxos de nos sentarmos juntos e não deixam fazer check in online. Mais vale comprar diretamente no site da companhia aérea em questão. 
- ir pelo voo mais barato, nos estados unidos, nem sempre é a melhor opção... não há comida a bordo, não há entretenimento e são aviões duros e desconfortáveis. O que se poupa na compra do voo, gasta-se a comer no aeroporto (que não é barato), passa-se mal sem nada para fazer durante 7h de voo (a não ser os jogos do telemóvel) e nem dormir se consegue de tão desconfortável que se vai.
- filas e filas e mais filas nos controlos de passaporte que podem ser evitadas se, enquanto esperamos, formos analisando qual a fila que anda mais rápido, que normalmente são as das pontas por terem mais cabines a atender pessoas.
- aproveitar as free shops para nos perfurmarmos sem ser preciso trazer perfume a ocupar espaço na mala (enquanto fazes uma dança sensual estilo Borat para a tua mulher!). Claro que isto só compensa se visitarem várias vezes os aeroportos, como é nosso costume.
- aprender com os americanos que a arrogância não nos vai dar aquilo que queremos, nem muito menos vai resolver o problema em questão mais rápido se falarmos mal ou formos agressivos e autoritários. Vimos uma mulher a ser tão imbecil com um dos funcionários no check in que só lhe dizia palavrões, tudo porque a mala dela era demasiado grande para ser considerada bagagem de mão.
- o boarding nos "States" é demasiado ridículo para se compreender. Começam a embarcar da frente do avião para trás, em vez de começarem pelas cadeiras de trás, facilitando a entrada das pessoas, ao mesmo tempo que se vão pondo as malas nos devidos compartimentos, sem atrapalhar nem bloquear a passagem a ninguém. 

Saímos do Wayfaring bem cedo para deixarmos Columbus e o frio para trás, indo para Fort Lauderdale, onde o calor da Flórida, o sol e as camisas floridas típicas destes ambientes já predominantemente caribenhos estão bem presentes. Mal podíamos esperar por apanhar ar quente na carinha e solinho nestes corpitxos geladinhos! Foi um vôo apinhado de gente, sem estarmos sentados juntos (para variar), sem comida nem bebida, sem filmes e eu no meio de dois senhores de, pelo menos, 120kgs cada um! O do meu lado esquerdo, passou as 6h a fungar enquanto via online o jogo de futebol americano. Nem fome deve ter tido de tanto monco que engoliu. Já não o podia ouvir passados 15 minutos de vôo!
Quando lá chegámos, sentimos logo a vibe tropical, o calor que vinha das portas quando estas se abriam para o exterior e as camisas coloridas cheias de flores nos corpos dos americanos loiros e bronzeados pelo sol. Vimos imensos reformados que vêm para este pequeno paraíso de bom tempo. Boa vida!
Aqui já se começa a ouvir outras línguas, típicas das Caraíbas. Ainda consideramos sair do aeroporto, apanhar um Uber e ir até à praia, mas a senhora do check in disse, com o seu sotaque, que era arriscado e achámos melhor ficar por ali. Ainda fomos lá fora sentir a humidade e o calor e de seguida entrámos na terra de ninguém. Tivemos de despachar uma mala a custo de $60 e mais uma vez arrependemo-nos do kiwi.com.
Almoçamos num restaurante cubano, onde comemos "ropa vieja" (carne estufada esfiada com cebolas e pimentos, com arroz de feijão e banana frita) que por sinal estava uma delícia, e trouxemos uma pizza para comermos no voo ou à noite quando chegássemos ao hotel onde íamos dormir na nossa escala de 7h. Ou seja, entrámos no avião com uma caixa de pizza debaixo do braço, tipo peruanos que viajam com sacos plásticos cheios de batatas e cebolas! Só visto!
No vôo para Lima, já fomos lado a lado, com a pizza aos nossos pés e a passar o tempo entre dormir e jogar trivial pursuit, solitário, sudoku e mahjong. Atrás de nós, ia um chinês com um tique horroroso de puxar catarro de 15 em 15 segundos.

Cheguei a olhar para trás para ele com cara de má, tipo "Já parávas com isso, não? Já não te posso ouvir!" Não funcionou... foi a viagem toda nesta cantoria de catarro para os meus ouvidos.
Bem, se pensávamos que Dehli e as favelas do Rio de Janeiro eram os piores lugares deste mundo a nível de construção, bem vindos a Lima! Para além de perigoso, parecia que tínhamos caído de páraquedas na favela da Rocinha no Rio de Janeiro. Tudo em tijolo, sem qualquer tipo de acabamento e sem vidros nas janelas... Último grito na moda da construção! Tirei fotos para me inspirar nos próximos projetos!
As estradas cheias de buracos, com lixo por todo o lado, não deixam os carros andar muito depressa, o que me pareceu meio propositado para poderem "atacar" qualquer carro que passasse. O motorista do Uber, quando parou o carro num sinal de trânsito, disse-nos para não ligarmos o telemóvel porque a luz atrai os "delinquentes", que partem o vidro e roubam o que houver para roubar. Ficámos logo em modo alerta total, sempre a vigiar pessoas que passavam perto do carro, nem que fosse a 10 metros de distância. Animais do campo a passear nas ruas também é muito normal por estas bandas.
Quando chegámos ao "hotel", só queríamos fugir! Era nada mais nada menos do que um dos muitos outros edifícios em tijolo, tipo barraco, mas este estava estucado de azul. Olhámos um para o outro em busca de consolo e conforto mútuo do tipo "vai correr bem" ou "não vai ser assim tão mau lá dentro", enquanto tocávamos à campaínha, à espera que um de nós dissesse "vamos embora para outro lado e rápido!". O motorista ficou connosco até nos abrirem a porta e ainda bem porque demorou tempo suficiente para o Diogo dizer "não vamos ficar aqui!", que foi no preciso momento em que uma senhora de pijama abriu a porta! Já estávamos a pegar nas malas... Agradecemos ao motorista por ter esperado connosco e quando entrámos, subimos umas escadas estreitas até ao 1o andar, onde existia uma sala com uma cozinha, duas casas de banho e três quartos. O nosso quarto era composto por uma cama de madeira e uma poltrona muito gasta. O chão num plástico tipo as toalhas plastificadas de exterior tinha várias cores e flores. O colchão era de molas e quando nos mexíamos, parecia um colchão de água. Os lençóis já não eram mudados há meses e já não viam um detergente há outros tantos! As almofadas era finas e moles e eu confesso que tive a certeza que nem sequer ia conseguir adormecer. Precisava de um banho para lavar o cabelo, relaxar e adormecer. Só deu tempo para me molhar e pôr sabão no cabelo (sim, sabão! Não há champô neste fim de mundo!) para terminar a água quente... depois disso foi tirar o sabão do cabelo e do corpo com água gelada. Disse mal da minha vida! O Diogo já não tomou banho sequer...
Custou-me horrores a adormecer mas lá consegui depois de imenso tempo com os olhos fechados a pensar na vida. Quando o despertador tocou nem sabia onde estava e ainda demorei algum tempo a descobrir. Estava a sonhar com o Mário e a Sandra e com a nossa viagem. Estávamos num aeroporto qualquer com problemas de espaço para roupas e souvenires, eu e a Sandra estávamos a tentar descobrir como se ia do aeroporto para o hotel, o Mário estava cheio de fome e só queria comer e o Diogo cheio de sono e precisava de ir à casa de banho! "Drama, drama, drama!" até a dormir!
Saímos do "hotel", depois de tomar o pequeno almoço que estava incluído na módica quantia de $28, que nem $10 valia (com direito a um ovo cozido há quanto tempo (?), meia pêra abacate, pão de forma, manteiga, café em pó e leite evaporado - uma espécie de natas com sabor a leite condensado). O dono do hotel explicou-nos algumas coisas sobre Lima mas confesso que estava com tanto sono que não ouvi absolutamente nada!
Já no aeroporto, fizemos o check in, aguentámos mais uma série de filas e embarcámos no vôo de 03h35 que nos vai levar até Santiago, onde nos vamos encontrar com o Mário e a Sandra no hotel, para iniciarmos a nossa aventura!

SANTIAGO DO CHILE

 Depois do almoço voltamos ao hotel para irmos ter com os nossos parceiros de viagem. Quando chegámos lá, eles estavam na piscina do hotel, muito relaxados a trincar umas sandes e a beber uma cerveja. Tinham comprado uma garrafa de vinho tinto para festejarmos o início da nossa viagem. Abrimos a garrafa e sentamo-nos na esplanada do hotel a conversar e a contar as nossas histórias. Trocamos umas ideias e traçamos planos de ataque dos próximos dias e fomos jantar ao bairro Lastarria. Escolhemos um de carnes grelhadas e comemos uma parrilhada!
O Uber aqui funciona muito mal e começámos a reparar que há uma tentativa de trafulhice entre o Uber (que não é legal no Chile) e os taxistas normais. Passo a explicar. Nós chamámos o Uber no aeroporto e como sempre vemos a localização dele no mapa, certo? O problema é que ele não sai do sítio e acabámos por não entender o que se passa... se ele está no trânsito, nos semáforos ou se não sabe onde nós estamos. Esperamos cerca de 20 minutos até cancelarmos e chamarmos outro. Aconteceu o mesmo! O Diogo, já furioso, vai a correr até ao sítio onde o carro estava, que não era longe, para lhe dar uma descasca! Eu fiquei na entrada do aeroporto com as malas, não fosse ele aparecer. Quando o Diogo chegou ao sítio preciso onde estava o carro, não encontrou carro nenhum. Entretanto, chega um fulano ao pé de mim e pergunta se estávamos à espera do Uber. Eu disse que sim, sem dar muita treta. Ele disse que o Uber não é legal no Chile e que por isso funciona muito mal, mas se quiséssemos ele levava-nos ao hotel pelo mesmo preço que dizia na aplicação. Entretanto chega o Diogo a dizer que o carro não estava no sítio assinalado e o fulano diz que há motoristas que não aparecem para ganhar a taxa de cancelamento. Acabámos por ir com o tipo, que se mostrou muito simpático e partilhou o wi-fi dele connosco para podermos avisar a Sandra e o Mário do que tinha acontecido, porque nisto tudo perdemos mais de uma hora.
Mas ao jantar decidimos voltar a experimentar a aplicação e funcionou direitinho! Fomos e viemos de Uber de e para Lastarria. Ao chegarmos ao hotel acabámos com a garrafa de vinho e fomos dormir.

No dia seguinte, acordámos às 8h para tomar um rico pequeno almoço de hotel para partirmos para São Pedro de Atacama, no voo das 13h. O voo foi tranquilo com paisagens tão bonitas como inóspitas! Quando aterrámos já tínhamos um transfer à nossa espera para nos levar ao "hotel".
A viagem do aeroporto demorou um pouco mais de uma hora mas com vistas fabulosas para tirarmos fotos. Passamos ao lado do Valle de la Luna e pelo Valle de la Muerte, que o motorista nos explicou que foi um francês que lhe deu o nome de Valle de Marte, mas os Chilenos, que não falam nada de francês, entenderam Valle de la Muerte e assim ficou.
Chegados ao hotel pousamos as coisas todas no nosso quarto e fomos em busca do melhor tour, tentando ainda sem sucesso tentar alugar um carro para andarmos por nossa conta. Acho que percorremos São Pedro de Atacama inteiro, a andar para tras e para a frente. Lá acabámos por encontrar a Europcar para nos dizerem com pesar (depois de ver a nossa cara de desiludidos) que a Bolívia não deixa entrar carros no país que não sejam de agências de turismo. Bolas!
Lá acabámos por encontrar um tour numa das agências que eu tinha visto na internet (Colque Tours) que nos deu um bom preço de 175€/pp, com alojamento, refeições e transporte onde estava incluído o oxigénio, para 4 dias num jipe 4x4. Pedimos um motorista porreiro e para irmos num tour privado, em que teríamos um carro só para nós e fomos jantar mais uma parrilhada de carnes grelhadas ao La Casona, que estava mesmo muito bom! Bem melhor que o da noite anterior! Jantamos ao som de um piano e baixo que nos levou para um ambiente maravilhoso!
Antes de irmos dormir, ainda fomos ao mini mercado comprar água (o recomendado são 5l por pessoa), snacks, vinho e papel higiénico.

PUNTA ARENAS

Ora hoje foi o dia de rumarmos ao sul mais a sul que já estivemos. Punta Arenas é a cidade mais a sul do nosso mapa e São Petersburgo a mais a norte.
O dia começou bem relaxado, sem despertador (mas com uma ligeira ressaca), com direito a um bom pequeno almoço com pão com chocolate, pão tipo cacete, queijo, leite, iogurte, ovos, manteiga, compota, sumo e café, e uma maravilhosa vista para o Licancabur. Arrumamos as malas com muita calma, sem pressas e fomos fazer contas com a Macarena (baila tu cuerpo alegria Macarena), conhecida na zona por Maca, a dona do ecoresort. Ela deixou-nos ficar até às 13h45, hora do transfer para o aeroporto, em vez de termos de deixar a tenda às supostas 11h da manhã. Ainda almoçamos na cozinha do ecoresort com uma pequena sessão fotográfica das áreas circundantes. Na hora marcada, chegou a carrinha que nos ia levar para o aeroporto. Despedimo-nos da simpática Macarena com um abraço e saímos de Atacama, passando ainda pelo Valle de la Luna à esquerda e o Valle de la Muerte à direita.
Quando chegámos ao aeroporto, uma hora depois, fomos logo para o check in e depois do stress do costume com as dimensões e peso das malas (que nunca sabemos se as vamos ter de despachar para o porão ou não, tendo isso sempre um custo adicional), fomos para a porta de embarque. Aproveitamos para fazer uma limpeza às botas com dodots (salva vidas) que a Sandra inteligentemente trouxe e pouco mais tarde ja estávamos a embarcar no avião. Eu ainda fui à Body Shop pôr creme nas mãos que estavam tão secas que até gretadas por todo estavam por causa do pó. Só tínhamos 1h15 de escala em Santiago e sabíamos que eventualmente poderíamos ter de correr. O avião ainda se atrasou 20 minutos deixando-nos só com 55 minutos para sair do avião (com toda a gente a tirar malas com muita calma), procurar o sítio do check in, fazer o check in, voltar a passar o stress das malas, passar pelo raio-x, procurar a porta de embarque e embarcar. Ia ser "força, foco e fé!"
Lá fomos nós, mais uma vez, a correr pelo aeroporto, cheios de malas, casacos, mochilas e sacos com coisas que já não cabiam na mala (os verdadeiros pé descalços) até ao check in, passando à frente de toda a gente do nosso avião com "permisso" ou "perdon". Fizemos o check in, fomos para o raio-x que não tinha quase ninguém e fomos para a porta. "Conseguimos!!!" Força, foco e fé funciona sempre!
Começa então a segunda parte da nossa aventura, a Patagonia, a Ilha Madalena, o farol e os pinguins, o estreito de Magalhães e a Terra do Fogo, Torres del Paine, Perito Moreno e Calafate já na parte da Argentina e toda uma viagem num 4x4 de Punta Arenas para Puerto Natales. Estávamos todos excitadíssimos quando entrámos no avião. E graças a deus passou rápido e num instante aterrámos em Punta Arenas. Fomos de táxi até ao hotel que tem vista para o estreito e para a Terra do Fogo, apesar de já serem 00h30 e não se ver nada. Estamos numa casinha com 2 quartos, com cozinha e sala de estar e jantar, com varanda e wc privado com duche de água quente... QUE LUXO!!!
Amanhã vamos para Torres del Paine por volta das 9h30 e a viagem deve durar cerca de 4h...

PUERTO NATALES - PERITO MORENO - TORRES DEL PAINE

Acordar sem despertador de férias é top! Hoje foi um dia desses. Acordámos com calma, tomámos o pequeno-almoço sem pressas e fomos conduzindo em direção a Calafate para irmos a Perito Moreno, um glaciar enorme na Argentina, que avança lentamente quebrando o que está mais à frente caindo na água gelada.
O David, o dono do hotel deu-nos mais algumas dicas relativas à viagem até Calafate (a cidade que fica antes do glaciar e que ficava a 267km ou a 3h20 do hotel) e nós como bons meninos cumprimos ordens. Saímos às  9h30 do hotel.
Segundo ele, deveríamos ir a uma fronteira mais abaixo que não conta com tanto fluxo de pessoas e seria mais fácil e rápido para passar. Assim fizemos. Quando lá chegámos éramos os únicos lá e num instante estávamos do lado da Argentina. Tivemos de apresentar os documentos do carro junto com o documento de permissão para conduzir na Argentina e os 4 passaportes.
O David também disse que nos ia aparecer uma estrada a dizer Calafate mas que a estrada era péssima e que por isso era melhor fazer mais 140km para chegar ao mesmo destino. Se fôssemos por essa estrada, como estava cheia de buracos, íamos demorar o mesmo tempo. O problema é que passámos por uma saída e distraídos a conversar (curiosamente, não nos falta assunto mesmo estando 24h sobre 24h sempre juntos) não vimos a saída.  Quando reparámos já tínhamos andado quase 15km. Demos a volta e a meio dos 15km, a sandra perguntou se aquela saída não seria a que o David nos tinha falado... Era! Toca a dar a volta de novo para irmos pela estrada boa. A Sandra foi escolhendo um restaurante para almoçarmos em Calafate e escolhemos um de comida tradicional chilena. Vimos no lonely planet que a entrada no parque custava 215 pesos argentinos, ou seja quase 11€ por pessoa. Aceitável!
Andámos, andámos e andámos e parecia que os km de distância a Calafate não desciam... alguma coisa não estava certa... nunca mais víamos Calafate no horizonte e estávamos a desesperar. Chegámos lá 4h30 depois! Com o desvio do David tinhamos perdido 1h. Começámos a fazer contas e para almoçar, ver o glaciar e voltar, já não passávamos a fronteira antes desta encerrar (sim, aqui as fronteiras fecham). O Diogo de repente lembra-se de ver escrito o horario de funcionamento das 8 - 20h mas não tinha a certeza se fechava às 20h ou às 22h. Fazendo contas: saímos as 9h30 e chegámos a Calafate às 14h30 dá 5h de viagem mais 1h de Calafate até Perito Moreno, ou seja 6h. Como já eram 14h30, se demorássemos 6h, já dava 22h30. Ou seja, não tinhamos tempo de ir a Perito e ir dormir a Puerto Natales onde tínhamos as malas, roupa, artigos de wc, etc. Tínhamos de fazer concessões. Ou almoçamos, víamos o glaciar e dormíamos onde calhasse do lado da Argentina, ou desistíamos de ir ao Glaciar, que era o único motivo da nossa vinda ali, dávamos meia volta e íamos embora. Nenhuma das situações nos agradava, mas tinhamos de ver o glaciar! Eu só dizia "Força, foco e fé!", vamos conseguir chegar a horas! Então decidimos todos em conjunto que não íamos almoçar (comíamos qualquer coisa super rápido), íamos a correr para o glaciar, ficávamos lá 5 minutos (ou até cair um pedaço de gelo) e vínhamos embora! Então, parámos num sandwicheria, almoçamos o mais rápido que conseguimos, fomos encher o depósito de gasolina e prego a fundo até ao glaciar!

Quando chegámos à entrada, íamos a sair do carro quando chegou o "ranger" do parque e nos disse que a entrada era 500 pesos e não os 215 que estavam no livro... o problema é que tínhamos o dinheiro todo contado e não tínhamos suficiente para entrar... não aceitam cartões de crédito, nem outras moedas! Nas nossas caras só se lia desilusão, desalento e incredibilidade no que estava a acontecer. O meu cérebro só pensava "Não, não... não pode ser! Não! Isto não está a acontecer... não pode ser! Não acredito! Não fizemos 10h de viagem, quase 1.000km para chegar tão perto, bater com o nariz na porta, dar meia volta e voltar para trás!" Estávamos a 1h de distância de qualquer casa de câmbio, o "power ranger" do parque não nos trocava dinheiro e nós estávamos incrédulos neste cenário. Estávamos a 30km do glaciar e não conseguíamos entrar... Estávamos todos a olhar uns para os outros quando o ranger disse que podíamos pedir a outros carros para nos trocar dinheiro. Que grande idéia!!! Parámos logo o primeiro carro e perguntamos se nos fazia o favor de trocar 1.000 pesos. Depois de contar o dinheiro todo que tinha, disse que só tinha 300 pesos... e o Mário já se estava a preparar para fazer contas quando chegou um senhor e disse que só tinha 1.000! PERFEITO! Passa para cá os pesos!! Estávamos safos! 15 minutos depois de termos sido barrados, já estávamos a percorrer os 30km para o glaciar. 
Tenho a dizer que o primeiro impacto do avistamento do glaciar é brutal! Ninguém nem nenhuma foto da internet me preparou psicologicamente para ver o glaciar pela primeira vez. É uma massa de gelo que faz um muro cheio de escarpas com 70metros de altura e 5km de largura. Atrás desse muro vê-se o gelo a avançar como uma onde gigante que paralisou e vai empurrando lentamente o muro para a frente, criando fissuras e mais escarpas que se vão partindo e caindo na água gelada!
Estacionamos o carro e percorremos quase a correr o passadiço em grade (foi top para as minhas vertigens) para chegarmos o mais perto possível do glaciar.
Não tenho mesmo palavras para vos descrever isto... como já disse, é uma massa de perder de vista que parece que nos vai engolir. Quando o primeiro pedacinho de gelo (que foi pequeno) caiu, parecia um tiro com o som de uma bala a entrar na água. Os maiores pareciam bombas a rebentar! Tirámos fotos e selfies, saltos e no primeiro vídeoque comecei a fazer, um pedaço GIGANTE de gelo solta-se da massa e cai na água e larga um som de uma bomba atómica. Estávamos cerca de 20 pessoas naquele momento, naquele miradouro, e toda a gente, sem excepção, soltou um grito de comemoração, de vitória, de êxtase, de excitação, palavrões foram ditos em várias línguas e risos e gargalhadas acompanhadas pelo som de todas as máquinas a tirar fotos. Clique, clique, clique, clique, clique.... 50 fotos ao segundo! Foi uma emoção que originou arrepios na alma e chegou a tocar o assustador de tão intenso que foi!
"Vamos embora, pessoal!" disse o Diogo, mas ninguém se conseguia mexer. Estávamos anestesiados e hipnotizados pelo glaciar, com um sorriso de orelha a orelha estampado no rosto. Mas lá fizemos o esforço para ir embora, sempre com um olho no glaciar. Tínhamos chegado às 16h30 e tínhamos combinado que íamos ficar só 5minutos, mas quando chegámos ao carro eram 17h00. "Caramba!! Temos de assapar!" Tínhamos 6h00 de viagem pela frente, o que significava que só lá chegávamos às 23h. A caminho decidimos que íamos arriscar e íamos pela estrada que o David nos tinha dito para não irmos. Quando lá chegámos, virámos para essa estrada que o gps dizia demorar 4h00 até ao nosso hotel. A estrada não era assim tão má e num instante estávamos na fronteira! Nem queríamos acreditar que às 21h00 estávamos a entrar no Chile... fomos diretos para o restaurante que? Estava fechado! Fomos à escolha seguinte, um restaurante de marisco mas que não correspondeu às expectativas. 
Estávamos tão cansados que o plano para o dia de amanhã foi vetado e optamos por deixar de lado os pinguins e a Terra do Fogo e combinámos que até 2022 vamos à Antártida ver os pinguins!

PUNTA ARENAS

Hoje acordámos com o vento a bater na nossa casinha/cabana. Parecia que ia levantar voo! O vento em Punta Arenas é uma constante que não pára nem abranda! E são ventos fortes, não são brincadeira nenhuma... O taxista que nos levou do aeroporto para o Cierro las Piedras (o hotel) avisou-nos que tivéssemos cuidado ao conduzir porque por vezes vêm rajadas muito fortes que fazem o carro dançar na estrada. Também nos disse para abrandarmos sempre que nos cruzássemos com um autocarro ou camião, porque o vento com a deslocação de ar do autocarro ou camião, podia causar um acidente. Isto pôs-nos todos em estado de alerta mas agradecidos pelas dicas.
Tomámos o pequeno almoço, fizemos as malas e fomos para o aeroporto, à Europcar, buscar o nosso carro. Quando lá chegámos disseram-nos que tínhamos de ter avisado que íamos para a Argentina com 7 dias de antecedência, porque é preciso uma autorização especial e têm de ser carros diferentes e não os tinham disponíveis. Tínhamos reservado e pago tudo online e em lado nenhum mencionava esta autorização nem o carro diferente. Quando tentámos cancelar a reserva disseram-nos que não tinhamos accionado o seguro de cancelamento e que por isso não podiam fazer a devolução do dinheiro. Começámos a ficar nervosos e bastante irritados porque em nenhuma altura fomos avisados de nenhuma situação destas. Depois de 1h30, pedimos o livro de reclamações e disseram que não tinham, só tinham um caderno de sugestões. Já passados com os tipos, fomos chamar a polícia do aeroporto para reportar a situação. Acabámos por alugar outro carro, desta vez na Avis, por um preço um pouco mais elevado e ficámos com o problema da Europcar por resolver e vamos enviar mail a reclamar. Pareceu-nos que fazem este tipo de tramóia para ficarem com o dinheiro e não alugam o carro. Vamos ver... Saímos do aeroporto meios chateados e aborrecidos com a situação, acompanhados por rajadas intensas de vento, que quase nos faziam voar. O assunto dentro do carro demorou mais algum tempo a passar, mas o vento e a neve lavaram a má disposição e começámos a tirar fotos e a fazer vídeos para mais tarde recordar estes momentos mais preciosos. Parámos numa vila mini para tomar o pequeno almoço e seguimos caminho.
Num trajecto ventoso, com rajadas de fazer abanar o carro, fomos fazendo o caminho até Puerto Natales. Duas horas depois já estávamos com o rabo sentado num restaurante meio chileno meio africano a comer um caril, um cheviche, um atum e um salmão acompanhado por arroz de passas e legumes salteados. O restaurante era muito bonito com uma decoração étnica com muito bom gosto. Tirei fotos a alguns pormenores para me inspirar nos meus projetos mais alternativos.
Fomos ao hotel pousar as malas e quando lá chegámos, até a alma se riu... o hotel é muito bom e cheio de pormenores com muito gosto. A minha onda totalmente. Casas em pinho com decoração vintage, com jarros antigos com flores, com gramofone e campaínhas antigas. Fotos, fotos e mais fotos! Quando entrámos no nosso quarto, foi o êxtase total!!! Tínhamos sauna dentro do quarto e a vista era de perder o fôlego. Com as montanhas carregadinhas de neve, imponentes, parecendo querer "comer" Puerto Natales, cheias de escarpas agressivas formando um ambiente dramático quase assustador.

Pousamos as malas e depois do David nos dar algumas indicações preciosas sobre o caminho, pusemo-nos a caminho de Torres del Paine. No caminho para lá vimos lamas, vicuñas, tatus, abutres e águias. Parávamos para tudo! A uma certa altura, a estrada encheu-se de lamas e como nao fugiam, saí do carro para tirar fotos. Consegui aproximar-me quase pé ante pé e cheguei a estar a 10 metros delas. Top!! Parecem uma mistura de camelos com cangurus. Quando vimos o tatu, estava ele de "saias levantadas", com as patinhas de fora e a correr estrada fora para atravessar para o outro lado. Parou e quase posou para a foto! Parecia-nos impossível chegar às Torres del Paine de tantas vezes que parávamos para tirar fotos. Estávamos histéricos e excitados, como crianças num parque de diversões que querem ver e fazer tudo, super bem dispostos e com tudo a correr bem.
No primeiro ponto de observação da montanha, vimos uma montanha toda coberta de neve mas com os picos embrulhados em nuvens... havia um lago azul turquesa logo ali ao lado e as cores eram maravilhosas. Ao sair do carro estava tanto vento que eu, ao subir para cima de uma cerca mesmo ao lado do Diogo, ia caindo para trás, mas agarrei-me ao Diogo. Ia a voar até Torres del Paine!
Passámos por lagos e montanhas de várias cores e feitios até chegar à entrada do parque. Ali, perguntamos qual era o melhor sítio para vermos as torres e a senhora disse que havia 3 sítios, mas que naquele momento, não iamos conseguir ver nada porque estava tudo tapado pelas nuvens. Disse quais eram os sítios:
- ali onde estávamos e apontou para um espaço entre dois picos gigantes onde estava uma nuvem provavelmente maior que Braga!
- um local que só se chegava fazendo trekking durante 4h em cada sentido (nesta altura já eram 6h00 da tarde), num percurso muito acentuado e com neve e mesmo assim não garantia que se visse.
- um local ao lado de um lago onde supostamente se via as torres de trás, mas que só se via sem nuvens...
Tristes, optamos por ir dar uma volta no sentido contrário aos outros spots onde se viam (porque não se ia ver nada) e ao voltar podia ser que houvesse sorte e as nuvens tivessem passado. A senhora do parque não nos cobrou nada alegando que não íamos ver nada. Agradecemos e lá fomos os 4 em busca da esperança! As paisagens eram lindas, com montanhas que pareciam as carapaças de tartaruga todas seguidas, encostas com uns tufos de arbustos redondinhos, colinas cheias de ora lamas, ora ovelhas ora vacas, lagos de vários tons e ao fundo, pos trás disto tudo, viam-se as grandes montanhas a ameaçar cair em cima de tudo. Íamos vendo pontos de observação onde muitos carros paravam para tirar fotos. Num deles estava tanta gente que quando olhámos para a montanha vimos 3 picos a erguerem-se da montanha. Eram os picos das Torres del Paine! Estávamos a conseguir vê-los! As nuvens tinham-se afastado deixando os picos à vista. "PÁRA O CARRO!" Fizemos sessão fotográfica até não haver mais ângulo ou pose a explorar. E sim, saltámos para a foto!
Continuámos a viagem e durante algum tempo os picos continuaram visíveis, e o gelo azul da neve contrastava com o azul dos lagos e o verde e castanho das montanhas. Chegámos a um ponto de observação onde estava tanto mas tanto vento que éramos levados por ele mas era o melhor sítio para tirar fotos. Mais tarde, no ponto chamado Salto grande, ainda conseguia ser possível estar mais vento e ainda por cima chovia... estava a ser difícil continuar e por isso demos meia volta e voltámos para trás.

No regresso, voltámos a tirar fotos aos picos, enquadrando-os com as montanhas verdejantes e os lagos. Mas foi quando chegámos à entrada do parque que descobrimos que os picos que tínhamos tirado foto não eram as Torres del Paine! Isto porque as verdadeiras apareceram em frente aos nossos olhos, exactamente no sítio onde a senhora tinha dito que elas estariam, e com uma imponência e tamanho fora do normal. Que parolos que nós somos! Tudo a tirar fotos aos outros picos, tirámos 500 fotos aos outros e chegámos aqui para ver as verdadeiras Torres! Foi uma risota só...
Agora com as verdadeiras, tirámos outras 500 fotos, voltámos a saltar e demos o dia pir terminado. Ainda ficámos parados a olhar para elas, a tentar absorver todos os detalhes, todas as escarpas, todos os pontos de neve e as áreas circundantes.... partimos com alguma tristeza e melancolia, já com saudade, a saber que nunca mais íamos voltar a ver isto.
No caminho de regresso, excitadíssimos com tudo e mais alguma coisa, fomos vendo as fotos uns dos outros, comentando e olhando pela janela do lado direito do carro para irmos vendo pela ultima vez as Torres que nos acompanharam ainda um bom pedaço, até serem escondidas por outras montanhas. Só dizíamos que se viam as Torres de muito longe e que mal sabíamos nós à chegada que do primeiro ponto já se viam tão bem! Dissemos adeus ao Paine para dizer olá a uma doninha fedorenta que quase se atirou para cima do carro! Assustada fugiu e parou do outro lado da estrada a mandar um vapor de cheiro horroroso enquanto nós lhe tirávamos fotos! O cheiro era pestilento e nenhum de nós conseguia descrevê-lo. Mas numa coisa estávamos todos de acordo... era um cheiro horrível!
Fizemos o caminho até ao hotel a rir e a dizer piadas. O grupo é muito porreiro e acho que estamos todos genuinamente muito contentes e satisfeitos de parte a parte. Estamos sempre bem dispostos, a brincar e a gozar uns com os outros, em sintonia e sempre com muito respeito e consideração. O Mário com as suas expressões brasileiras de partir a rir e a Sandra com o seu planeamento perfeito e com tudo muito bem delineado que tem sido a salvação do grupo inteiro, sempre com boa disposição e com um humor de chorar! É a combinação perfeita para viajar!
Quando chegámos a Puerto Natales eram 9h45 e os restaurantes estavam quase todos fechados, também por ser domingo, e acabámos a jantar num sítio de pizzas fatelas sem qualidade nenhuma em que a base da pizza era pão de forma!

De facto o nosso quarto aqui em Puerto Natales é muito bom! É super confortável, colchão bom, almofada de penas, edredon também de penas bem quentinho, aquecimento e janelas enormes que dão para pastos verdejantes onde andam vacas e cavalos a passear com as montanhas carregadas de gelo ao fundo. Acordar aqui é um prazer! E sem despertador ainda melhor. Não que por estes lados se durma até às quinhentas, mas sabe maravilhosamente bem abrir o olhito sem barulhos estridentes, a espreguiçar, deixar os olhos se adaptarem à pouca luz que tem o quarto, permitir ao cérebro lembrar-se lentamente que dia é hoje, onde e com quem estou, sem pressões ou stress.
Como ontem se colocou de lado a visita aos pinguins e à Terra do Fogo por estarmos esgotados e por não querermos mais um dia stressante, hoje de manhã tínhamos todo o tempo do mundo para acordar, tomar o pequeno almoço, arranjar e sair para ir passear pelo centro da cidade. O Diogo mal acordou foi logo para a sauna! O Mário pouco mais demorou a segui-lo e eu e a Sandra ficamos na caminha agarradas ao tlm, a escrever, ver fotos e nas redes sociais, bem metidinhas dentro da cama, no quentinho! A manhã foi quase toda passada neste ambiente de relaxe total, para ao final da manhã fazermos o check out do hotel e irmos tirar fotos às casinhas tipicamente norueguesas daqui da zona. Parece-nos que poderá ser um estilo bastante semelhante ao dos fiordes noruegueses, com casas em madeira, telhados inclinados, casas com cores fortes para compensar a falta de sol e calor...
Precisávamos de gasolina, trocar dinheiro, almoçar, comprar um pinguim de souvenir e ir até Punta Arenas para ficar a conhecê-la também. Fomos almoçar ao Asador Patagonico, onde tivemos uma das melhor refeição desde o Muu aí no Porto! Nos Estados Unidos só comemos hambúrgueres e sanduíches na maior parte das vezes, em Santiago não foi a melhor experiência de todas a nível gastronómico, na Bolívia nem se fala, em Atacama tivemos as Delicias del Carmen onde comemos muito bem (aquela língua estava fabulosa) e agora comemos um bife do lombo de Angus só com sal e grelhado na brasa ao ponto que nós adoramos (cru!). Deliciámo-nos com a carninha crua (aqui pede-se blue) e fomos por gasolina e trocar dinheiro. Como não encontramos o pinguim, despedimo-nos de Puerto Natales e iniciámos a viagem até Punta Arenas. Sempre na galhofa e comigo já tocadita do copo de vinho branco que bebi ao almoço, a viagem passou depressa.
À chegada a Punta Arenas, no cruzamento onde se escolhe virar para lá ou para a Terra do Fogo, parámos e questionamo-nos de novo se daria ou não para passar para o outro lado. Dali até ao ferry eram 1h30 de viagem, mais 30 minutos de barco, mais 1h30 até ao "parque de los pinguinos reys" e já eram 17h30. Como fazendo as contas dava chegar lá depois das 20h00, presumimos que o parque já estaria fechado. Foi então que vimos uma placa a dizer "Ruta del fin del mundo" e achámos uma excelente idéia saltarmos à frente da placa. Quem nos visse diria que somos maluquinhos, como macaquinhos a saltar 3 vezes seguidas de cada vez que a câmara disparava. Rimo-nos até chorar! Tirámos selfies e seguimos caminho para Punta Arenas. Parámos na nossa cabaninha para pousar malas e esvaziar bexigas e fomos para o centro para passear. Eu queria comprar o pinguim mini!
Punta Arenas é mais feia que Puerto Natales, mas ainda tem um centro bastante antigo e engraçado, ao estilo colonial. Numa das praças vimos a estátua do "Hernando Magallanes". Encontrei uma lojinha de souvenires que tinha um mini pinguim! Saí de lá muito contente com o meu pinguim rei!

Fomos jantar a um restaurante muito engraçado e comemos uma espécie de tajine de borrego cozinhado a 5h. Tinha tudo para ser o melhor prato de sempre, mas não foi. Estávamos à espera que a carne se desfizesse mas não estava no ponto, apesar do sabor estar muito bom.
Fomos para casa e pedimos ao dono das "cabañas" para nos emprestar um baralho de cartas. Já tínhamos 2 garrafas de vinho (branco e tinto) para acompanhar o set de eleven que durou até à 1h da manhã! Fomos dormir já bem quentinhos.

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