BAHREIN - links úteis

BAHREIN - dicas

HOTEL BAHREIN:

The Grove Hotel, 155€/noite com pequeno almoço

BAHREIN - FORMAS DE DESLOCAÇÃO:

- táxi

BAHREIN - ONDE COMER:

- Hazel Rooftop Lounge

- La Fontaine

- The Orangery, Tea Room and Patisserie  €€

- Coco's  €€

- Meisei  €€€

- Passion Restaurant and Lounge  €€

- Lantern's Lounge and Restaurant  €€

- Alto Lounge and Restaurant

- The Meat Co

- Fishbone

- Manama Souq

DICAS E PONTOS DE INTERESSE EM BAHREIN:

- Manama

- Riffa

- Juffair

- Amwaj Island

- Muharraq

- Hawar Islands

- Isa Town

- Zallaq

- A’Ali

- Qal’at Al Bahrain

LINKS:

THE GROVE HOTEL BAHRAIN

BAHREIN - diário de viagem

NOVEMBRO 2018

BAHREIN

Bahrein foi como uma lufada de ar fresco nos nossos pulmões. Vindos do frio do campo base do Evereste e do caos de Kathmandu, chegar a um país sossegado, limpo, luxuoso e quente, foi como se de repente tivéssemos saído de uma montanha russa para um iate em mar calmo. Por muito divertido que a montanha russa seja (e foi de facto uma viagem e tanto, uma aventura única), sabe sempre bem alguma calma e tranquilidade, uma cama fofa, almofadas nuvem, calor a bater-nos na cara, sem lama nem pó, uma boa ligação à internet e sem estarmos com acessos bloqueados, podermos comer e beber sem medo de uma intoxicação, não ter horários para nada e acordar sem despertador... boa praia, dormir bem e comer ainda melhor, num inverno de 25 graus de média, é uma vida à qual facilmente nos habituávamos. Bahrein é mais aberto do que os seus países vizinhos. Não é preciso andar tapada, nem usar véu e as mulheres são "livres". Muitas ainda usam burka completa onde só se vêem os olhos, mas não sei se não serão de algum país circundante... Aqui tudo é bem diferente por exemplo da Arábia Saudita, aqui mesmo ao lado, onde ainda nos dias de hoje, se decapitam pessoas em praça pública num julgamento onde o povo é que dita as regras. Não digo que me sinta confortável a usar os decotes que costumo usar (que não são nada reveladores nem provocantes) porque noto que as mulheres olham para mim com algum repúdio e os homens ficam desconfortáveis, nem olhando na minha direção sequer, como se eu não existisse. Mas como não sei se são locais ou não, tento sempre ser o mais respeitadora possível e tapar-me como posso, sem sentir necessidade de usar burka, nem lenço na cabeça como no Irão, onde era obrigatório. Da primeira vez que saímos do hotel, perguntei se havia algum dress code que eu devesse seguir e a senhora da receção sorriu e disse que não, que o Bahrein era aberto a todo o tipo de culturas, para eu andar descansada, como quisesse. Assim o fiz. Perguntei se podia usar bikini na praia e ela assentiu. Bahrein é a Las Vegas daqui das Arábias, onde os homens vêm para se divertirem, gastar dinheiro e onde as regras do país deles não se aplicam por não lhes dar jeito e ser mais conveniente. No dia em que chegámos, ficámos rendidos ao hotel e aos seus detalhes de luxo e fomos explorar cada cantinho, desde a piscina no rooftop, ao spa com jacuzzi quente e frio, sauna, turco e ginásio super equipado (separando homens de mulheres, o que me fez desistir e fez com que o Diogo usasse as instalações sozinho "on a daily basis"), tomei um banho de imersão na minha banheira gigante e fomos à área de restaurantes aqui ao lado, uma espécie de shopping mall ao ar livre. A oferta de restaurantes aqui é imensa, num prédio em "U" com 3 andares, que rodeia um lago enorme. Estamos nas ilhas Amwaj, na parte mais a norte do Bahrein, onde o álcool é mais difícil de encontrar e o cheiro a shisha é constante. Aqui o ambiente é mais familiar, com crianças a correr, casais grávidos, de mão dada a passear e muitos estrangeiros que parecem estar aqui a morar. Muitos fazem jogging durante o dia, outros vão para o "mall" fumar shisha e vemos muitas árabes em grupo, sem a cara coberta, a rirem-se, a fumar shisha e a tirarem selfies, felizes e contentes, quase parecendo levar uma vida normal. Nos restaurantes é habitual haverem "private rooms", onde, presumimos nós, que as mulheres podem ir para comerem sem burka. Muitas chegam à mesa, tiram o "paninho" da cara e comem normalmente, mas outras apenas desvia-no sempre que levam o garfo à boca, num passo de mágica, entornando metade da comida pelo caminho, sujando tudo à sua volta... levantam o pano no último momento, metem o garfo à boca rápido e voltam a tapara cara para mastigar. Claro que com o pano levantado não vêem o garfo e para isso montam um circo à sua frente, com guardanapos para amparar os restos que caem na mesa. Levantam-se para irem buscar coisas aos maridos, enquanto estes ficam de rabo alapado agarrados ao telemóvel sem lhes dirigir uma palavra.

Ao lado do "The Grove", o nosso hotel, há um bairro de casas, tipo Malibu, com praia privada cheias de palmeiras, onde se percebe a excelente qualidade de vida que aqui se leva. Vemos carros topo de gama estacionados nas garagens, as carteiras das mulheres são de Gucci para cima e os homens passeiam com as suas 4 (e por vezes 5) mulheres, com os seus filhos todos atrás. Tem de haver muito dinheiro para sustentar uma família destas... Para nós, como turistas pouco habituados a este tipo de realidade, é muito estranho (no mínimo!) ver o marido com a mulher do primeiro casamento à frente e as outras duas, por vezes três, algumas vezes quatro mulheres atrás com as crianças ainda sem burkas no caso das meninas que ainda não tiveram a primeira menstruação. Umas andam de cara destapada, outras só com os olhos à mostra e ainda chegámos a ver algumas com tudo tapado e até luvas usavam. É impossível não atribuir isto inconscientemente a um marido ciumento, possessivo e extremista, que lhes deve proporcionar uns belos momentos de violência doméstica. Mas é tudo especulação pura! Não deixa de ser uma situação cómica e fora do vulgar. No segundo dia, quisémos experimentar a praia e a água do Bahrein, que para minha desilusão, estava a 24 graus... passámos a manhã nas espreguiçadeiras da praia, a conversar e a dormitar, sendo que de tarde, depois de um bom almoço, fomos dormir umas horas e ainda deu tempo para experimentar a piscina (de água fria também). Para o terceiro dia guardámos a visita a Manamá. De manhã ainda fomos à praia, trabalhar para o bronze do inverno, onde brincámos com peixinhos que vinham nadar nos nossos pés. Escusado será dizer que fiquei dentro de água mais de uma hora a brincar com os peixes, que já me seguiam para todo o lado, deixando-me tocar-lhes ao de leve, em troca de mexer na areia, levantando detritos bons para eles comerem. De tarde, fomos ao World Trade Center daqui, saltámos, fomos ao Souk comprar o nosso pequeno souvenir e comemos um gelado cada um. Para jantar, fomos explorar o bairro 338, um distrito só com bares, pubs e restaurantes com um cardápio de todo o tipo de comidas que se possa imaginar, com músicas aos berros e live music a tentar chamar as pessoas para o seu espaço. Aqui o álcool não é limitado e aproveitámos a happy hour para beber um mojito cada um. Numa espécie de Albufeira requintada com o luxo eminente das Arábias, aqui passeia-se, bebe-se, come-se, dança-se e tiram-se selfies e fotos a tudo. Ainda tentámos jantar mais tarde, para irmos até um bar a seguir mas o sono foi demasiado, os olhos estavam pesados e a cama/nuvem chamava por nós em altifalante! Jantamos e fomos para o Grove dormir, porque os dias seguintes iam ser pesados. Esperavam-nos dois dias de aeroportos, com escalas, comidas de avião e um jetlag manhoso antes de recomeçarmos os nossos trabalhos na segunda. E assim foi... de manhã conseguimos um "late check out", que nos fez ganhar 2h de descanso, dormitando até às 14h, hora que fomos almoçar ao mall. Quando voltámos para o hotel, tínhamos o Natal instalado nas áreas comuns do hotel. Estavam a preparar uma festa de natal para uns indianos e (como não tínhamos outra hipótese a não ser estar nas áreas de espera da receção do hotel) acabámos por comer e beber de graça como os bons infiltrados que somos, até porque temos obviamente caras de indianos. Vimos filmes e séries enquanto usufruíamos das regalias da festa de natal da empresa indiana, para onde levaram todos os filhos mal comportados que corriam pelo hotel, destruindo tudo no seu caminho, gritando em modo brincadeira. Tivemos de aguentar para comer e beber de graça. A seguir a jantar, despedimo-nos do hotel e de Amwaj para partirmos para a pior parte das férias... o regresso a casa.

 

Shokran Filipa & Diogo

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